“Avó nazi” que negou Holocausto vai cumprir pena até ao fim

ursula-haverbeck.info

Ursula Haverbeck

Um tribunal alemão decidiu esta quarta-feira que uma escritora e ativista neonazi de 91 anos, que cumpre uma sentença de dois anos por negar o Holocausto, não será libertada antes do fim da pena.

Ursula Haverbeck foi condenada por incitação ao crime, por um tribunal da cidade de Verden, no norte do Alemanha, em 2017, tendo começado a cumprir a pena no ano passado.

Haverbeck afirmou repetidamente que o campo de extermínio de Auschwitz era apenas um campo de trabalho e já tinha sido condenada judicialmente, várias vezes, por negar o Holocausto.

A famosa “avó nazi” foi detida em maio de 2018 depois depois de não se ter apresentado para cumprir a pena de prisão de 2 anos a que tinha sido sentenciada. Devido a sucessivos recursos, os advogados de Haverbeck tinham conseguido que a escritora e ativista neonazi evitasse a prisão, até que em 2018, o Supremo Tribunal determinou que ela devia cumprir uma pena por incitação ao crime.

Apesar de ser comum na Alemanha que as pessoas sejam libertadas após cumprir dois terços da sentença, o tribunal estadual de Bielefeld, onde a ativista está detida, disse esta quarta-feira que decidiu não autorizar a libertação de Haverbeck em janeiro próximo, sem apresentar justificações. Ursula Haverbeck deve, assim, cumprir a totalidade da pena, que terminará em novembro do próximo ano.

Em novembro de 2015, Haverbeck foi condenada a seis meses de prisão por ter declarado que “o genocídio de judeus pelos nazis não existiu” e que “nunca houve câmaras de gás em Auschwitz”. Haverbeck foi também condenada em 2015 por ter dito que “o Holocausto foi a maior mentira da história“.

No seu site oficial, apresenta-se como “representante do revisionismo histórico” e orgulha-se de ser uma “intrépida combatente pela verdade”. A escritora e ativista é simpatizante de movimentos neonazis e foi fundadora e diretora da organização de extrema-direita Federação Imperial de Nação e Pátria.

A “avó nazi” foi casada com Werner Georg Haverbeck, militante de extrema-direita que morreu em 1999, com o qual terá fundado um estabelecimento de ensino conhecido como um “covil de negacionistas”, que foi banido em 2008.

Cerca de 1,1 milhões de pessoas, entre os quais um milhão de judeus, morreram entre 1940 e 1945 no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. No total, seis milhões de judeus foram exterminados pelos nazis durante a II Guerra Mundial.

ZAP // Lusa

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7 COMENTÁRIOS

  1. No minimo estranho, que uma avo judia e descendente de judeus negue que foram mortos 6 milhoes de judeus o que alias as diversas retificacoes de placas com os diversos numeros coincidem com o que ela afirma dos KL. Em Auschwitz no final de contas foram assassinados muito menos judeus do que anteriormente os judeus afirmavam por isso a retificacao das placas com a inscricao doo numero de mortos judeus.
    A Polonia e os judeus andam a cabecada por causa da guerra dos numeros.

  2. Só um país fascista condena pessoas por delito de opinião mesmo que estejam erradas.
    Portugal como pais de extrema esquerda que é, ja aprovou leis no mesmo sentido o artigo 260 em 2018 em que se pode apanhar ate 5 anos de prisão pela opinião errada que o Estado não goste

  3. eu nao estava la, nao posso afirmar que houve ou não houve. Tambem nao sei se em 1969 o homem chegou na lua, ou se demorou um pouco mais. Uma coisa eu sei, governos mentem, e metem muito. Lembra das armas quimicas do iraque que justificaram sua invasao e depois noa tinha arma nenhuma? Quem garante que teve exterminio e quem garante que foram a lua? Pode ser que sim, pode ser que não. Mas nos sabemos que exterminar pessoas é errado, e isso é o suficiente para seguir a vida.

  4. O mais estranho é não ser a única pessoa de religião judaica a dizer as mesma coisa. Claro que a liberdade de expressão é nula não só na Alemanha mas em todos os países culpabilizados pelo o haulocosto. Por essa ordem de ideias os navegadores portugueses que transportavam escravos para América do Sul a mando de judeus, ambos deveriam ser responsabilizados também.

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