Atacante das mesquitas de Christchurch vai ser acusado de quase 90 crimes

Martin Hunter / EPA

A polícia da Nova Zelândia informou esta quinta-feira que avançou com 50 acusações de homicídio e 39 por tentativa de homicídio contra o australiano Brenton Tarrant, apontado como autor do atentado terrorista em duas mesquitas em Christchurch.

As autoridades indicaram, em comunicado divulgado nas redes sociais, que consideram a possibilidade de apresentar outras acusações relacionadas com o ataque efetuado naqueles locais religiosos.

Tarrant, que foi preso em 15 de março, dia em que cometeu o massacre, deve testemunhar na sexta-feira por videoconferência, a partir da prisão de Paremoremo, em Auckland, onde está detido. Na audiência de 16 de março, no dia após o ataque, Tarrant recusou ser representado por um advogado e disse que planeava defender-se a si mesmo durante o julgamento.

O homem, de 28 anos, permanece lúcido e sem qualquer tipo de arrependimento, indicou então o advogado Richard Peters, que foi inicialmente designado para defender o australiano. Peters chegou a afirmar que o réu não parecia ser mentalmente instável, apesar de expressar a sua ideologia extremista. Segundo o advogado, Tarrant procura usar o processo para fazer eco da sua ideologia.

Cinquenta pessoas perderam a vida e outras tantas ficaram feridas no ataque indiscriminado contra muçulmanos que se encontravam nas duas mesquitas antes da oração do meio-dia de 15 de março.

O atirador, que abriu fogo nas duas mesquitas, tentou apresentar os seus motivos no manifesto de 74 páginas que divulgou: é um australiano nacionalista branco de 28 anos que odeia imigrantes. No mesmo documento, afirmou que estava zangado por causa dos atentados na Europa que foram perpetrados por muçulmanos e que queria vingar-se, queria causar medo. Brenton Tarrant reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

O gabinete da primeira-ministra da Nova Zelândia recebeu o manifesto de Brenton Tarrant atirador por email, menos de dez minutos antes de levar a cabo o ataque terrorista às duas mesquitas. O email foi enviado para cerca de 70 destinatários, entre os quais se encontrava a primeira-ministra, meios de comunicação nacionais e internacionais, o líder do Partido Nacional, Simon Bridge, e o presidente da Câmara dos Representantes, Trevor Mallard.

“O email elencava as razões que o levavam a fazer. Não disse, no entanto, que estava prestes a fazê-lo. Não houve oportunidade de o parar“, disse fonte do gabinete da primeira-ministra neozelandesa.

ZAP // Lusa

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