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Minutos antes do ataque, atirador da Nova Zelândia enviou manifesto à primeira-ministra

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Martin Hunter / EPA

A primeira-ministra da Nova Zelândia afirmou que o atirador que causou pelo menos 49 mortos ao atacar duas mesquitas de Christchurch tinha licença e adquiriu as armas que usou para cometer os crimes de forma legal.

Em declarações à imprensa, Jacinda Ardern defendeu alterações nas leis do país sobre as armas, apesar de não especificar quais as medidas a tomar.

A primeira-ministra acrescentou que o suspeito, australiano, de 28 anos, viajou pelo mundo e passou períodos esporádicos na Nova Zelândia, referindo que as autoridades estão a investigar se dois outros suspeitos, que foram detidos, estão diretamente envolvidos nos crimes.

O atirador, de nome Brenton Tarrant, foi já presente ao juiz Paul Kellar, do tribunal distrital, que lhe leu uma acusação de homicídio. Entrou no tribunal algemado e acompanhado por dois polícias e esteve perante o juiz cerca de um minuto.

De acordo com a SIC Notícias, Brenton Tarrant não demonstrou qualquer emoção quando o juiz leu a primeira acusação de homicídio, mas ao entrar no tribunal fez um gesto característico dos grupos supremacistas Brancos. O alegado homicida será novamente presente a tribunal a 5 de abril.

Já depois de o atirador ter abandonado a sala, o juiz referiu que, apesar de existir uma acusação de homicídio, é “razoável assumir que outras se vão seguir”.

O atirador, que abriu fogo nas duas mesquitas, tentou apresentar os seus motivos no manifesto de 74 páginas que divulgou: é um australiano nacionalista branco de 28 anos que odeia imigrantes. No mesmo documento, afirmou que estava zangado por causa dos atentados na Europa que foram perpetrados por muçulmanos e que queria vingar-se, queria causar medo.

Brenton Tarrant reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

Tarrant enviou manifesto à primeira-ministra minutos antes

O gabinete da primeira-ministra da Nova Zelândia recebeu o manifesto de Brenton Tarrant atirador por email, menos de dez minutos antes de levar a cabo o ataque terrorista às duas mesquitas.

Segundo escreve o jornal New Zeland Herald, o email foi enviado para cerca de 70 destinatários, entre os quais se encontrava a primeira-ministra, meios de comunicação nacionais e internacionais, o líder do Partido Nacional, Simon Bridge, e o presidente da Câmara dos Representantes, Trevor Mallard.

“O email elencava as razões que o levavam a fazer [o ataque]. [Ele] não disse, no entanto, que estava prestes a fazê-lo. Não houve oportunidade de o parar“, disse fonte do gabinete da primeira-ministra neozelandesa ao mesmo jornal.

Pelo menos 49 pessoas morreram e 48 ficaram feridas nas duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia. Os ataques tiveram início às 13h40 (00h40 em Lisboa) nas mesquitas de Al Noor, em Hagley Park, e de Linwood Masjid.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Isto é o cúmulo!…
    Será que este “animal” que odeia emigrantes sabe que o povo nativo da Austrália são os aborígenes?

  2. A primeira-ministra da Nova Zelândia afirmou que o atirador que causou pelo menos 49 mortos ao atacar duas mesquitas de Christchurch tinha licença e adquiriu as armas que usou para cometer os crimes de forma legal.Ao menos isto…pelo menos o homem tinha tudo legal…!!!

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