As apps de saúde do seu telemóvel podem estar a partilhar os seus dados

Investigadores criaram contas falsas em várias aplicações de saúde e descobriram que estas apps estão a partilhar a informação dos utilizadores sem o seu consentimento.

Um estudo realizado por investigadores do Canadá, Estados Unidos da América e Austrália, e publicado, esta quarta-feira, na BMJ, mostra o que as aplicações de saúde estão a fazer com os dados dos seus “utentes”.

Os investigadores deste recente estudo chegaram à conclusão que as informações confidenciais sobre o estado de saúde dos seus pacientes podem estar a ser divulgadas sem a sua autorização.

Os cientistas testaram, entre outras, três das mais usadas aplicações de saúde: a Medscape, a Ada e a Drugs.com. As apps têm várias funcionalidades, entre as quais relembrar os seus utilizadores de quando devem tomar a sua medicação ou procurar por sintomas de doenças.

Segundo o Gizmodo, para efeitos da investigação, foram criados quatro perfis em cada uma dessas aplicações. Para rastrear o tráfego de rede relacionado com os dados do utilizador, eles usaram a aplicação 14 vezes com as mesmas informações de perfil.

Antes de usarem pela 15ª vez, fizeram uma mudança subtil nas informações do utente. A partir daí, seria possível comparar a diferença no tráfego de rede, para averiguar com clareza se os dados obtidos pela app estavam a ser partilhados com terceiros.

O processo pode soar complicado, mas os cientistas responsáveis pelo estudo chegaram a resultados bastante conclusivos. Os investigadores descobriram que 79% das aplicações testadas partilhavam informação dos utilizadores para fora da aplicação.

Enquanto alguma dessa informação é usada para melhor as funções da aplicação, outra provavelmente seria usada para criar anúncios personalizados para outras empresas. A análise feita a quem recebia os dados confidenciais notou que alguns eram enviados a agências de créditos bancários.

Apesar destes dados serem anónimos, os responsáveis do estudo comprovaram que certas empresas receberam informação suficiente para juntar a identidade dos utilizadores, caso quisessem.

“Não encontramos nada que fosse ilegal”

“O grande problema aqui é que não encontramos nada que fosse ilegal. E essas práticas de partilha de dados são altamente comuns”, disse a autora principal do estudo, Quinn Grundy, professora assistente da Faculdade de Enfermagem Lawrence S. Bloomberg, da Universidade de Toronto, ao Gizmodo.

“Mas se olharmos para inquéritos, as pessoas sentem que os dados de saúde são particularmente sensíveis e pessoais e, portanto, devem ser protegidos”, acrescentou Grundy.

Têm sido feitos esforços governamentais para proteger a privacidade dos cidadãos, principalmente através do Regulamento Geral de Proteção de Dados, aprovado na União Europeia, em maio do ano passado.

“Acho que um consumidor atento pode procurar uma aplicação, especialmente uma que funcione offline e não solicite acesso à internet. Dessa forma, sabe-se com certeza que os seus dados não estão a ser enviados para outro lugar”, ressalvou Quinn Grundy.

ZAP //

PARTILHAR

RESPONDER

"Era como se a morte estivesse num copo." No século XVIII, o gin estava a arruinar a Inglaterra

A bebida alcoólica tornou-se tão popular no Reino Unido que os empresários começaram a utilizar todo o tipo de aditivos para enriquecerem. No século XVIII, o gin tornou-se a maior droga que o homem poderia consumir …

Vacinar animais contra a covid-19? Dezenas de zoos nos EUA estão a avançar com a ideia

Cerca de 70 jardins zoológicos e espaços de conservação nos Estados Unidos estão a administrar a vacina da farmcêutica veterinária Zoetis aos seus animais. Não são só os humanos que estão a ser vacinados contra a …

Lewis Hamilton: "Eu não disse que estava a morrer"

Acidente com Max Verstappen originou dores no campeão; Helmut Marko disse que já era "espectáculo" a mais. Troca de palavras entre os dois candidatos ao título. Como se esperava, o acidente que envolveu Lewis Hamilton e …

Autorretrato de Frida Kahlo deverá ser vendido por um valor recorde de 30 milhões de dólares

A Sotheby’s espera ultrapassar os 30 milhões de dólares (mais de 25 milhões de euros) com o autorretrato da pintora mexicana Frida Kahlo, no qual aparece também o seu marido Diego Rivera. O autorretrato Diego y …

David Luiz: "Um dos dias mais especiais da minha vida" - e ainda se fala sobre Jorge Jesus

Flamengo ficou mais próximo de mais uma final da Libertadores, depois de derrotar o Barcelona de Guayaquil. David Luiz estreou-se. O Flamengo venceu o Barcelona de Guayaquil por 2-0, na primeira "mão" das meias-finais da Copa …

Iémen. Escassez de alimentos empurra 16 milhões de pessoas para a fome, revela ONU

Pelo menos 5 milhões de pessoas no Iémen estão à beira da fome e outros 16 milhões estão "a caminhar para a fome", num país dilacerado pela guerra civil. O Programa Mundial de Alimentos (WFP, na …

Presidente da Tunísia governará por decreto, ignorando partes da constituição

O Presidente da Tunísia, Kais Saied, declarou que governará por decreto e ignorará partes da constituição, enquanto se prepara para mudar o sistema político, gerando críticas imediatas da oposição. Desde 25 de julho, dia em que …

Alemanha deixa de pagar quarentena a trabalhadores não vacinados

A Alemanha vai deixar de indemnizar trabalhadores não vacinados que forem forçados a quarentena devido ao coronavírus, por ser "injusto pedir aos contribuintes que subsidiem aqueles que se recusam a ser vacinados", disse na quarta-feira …

Governo acaba com recomendação do teletrabalho

O Conselho de Ministros decidiu acabar com a recomendação da opção pelo teletrabalho e eliminar a testagem em locais de trabalho com mais de 150 trabalhadores. Estas medidas integram a terceira e última fase do plano …

Cansado de denúncias, Betis pede aos seus sócios: "Portem-se bem"

Clube onde jogam dois portugueses quer que os adeptos tenham um "comportamento adequado" durante os jogos no Benito Villamarín. O Betis de Sevilha jogou seis vezes até agora, nesta época. Quatro desses encontros foram disputados em …