Apenas 13% dos residentes voltaram para Fukushima após acidente nuclear de 2011

Apenas 13% dos habitantes das cinco localidades de Fukushima, que tiveram ordens para sair das suas casas por causa do acidente nuclear de 2011, regressaram após o levantamento da proibição e de os municípios terem sido declarados novamente habitáveis.

Os dados, que correspondem às localidades de Tamura, Minamisoma, Kawauchi, Katsurao e Naraha, foram facilitados pelas autoridades locais à agência Kyodo.

As ordens de evacuação, ativadas depois do terramoto e tsunami de março de 2011 terem provocado junto da central nuclear de Fukushima Daiichi um dos piores acidentes atómicos da história, foram levantadas de forma gradual – total ou parcialmente – nos cinco municípios entre abril de 2014 e julho de 2016.

Segundo os dados compilados este mês, apenas 2.500 dos 19.460 residentes nos cinco municípios antes do acidente residem atualmente nas localidades mencionadas.

As autoridades locais consideram que grande parte dos habitantes que decidiu não voltar são pessoas com filhos que temem expor os menores a altos níveis de radiação.

Esta primavera está previsto que sejam levantadas ordens de evacuação noutros quatro municípios de Fukushima, embora se desconheça qual a proporção de residentes que decidirá voltar às suas casas.

Oito localidades próximas da acidentada central nuclear ainda estão sujeitas a estas ordens devido aos elevados níveis de radiação.

O forte terramoto seguido de tsunami, que há quase seis anos devastaram o nordeste do Japão e causaram mais de 18.000 mortos e desaparecidos, atingiram a central de Fukushima Daiichi e danificaram os seus sistemas de refrigeração.

As emissões e fugas radioativas provocadas pelo acidente de Fukushima, o pior desde o de Chernobil, na Ucrânia, em 1986, afetaram gravemente a agricultura, a pecuária e a pesca local e obrigaram a retirar e manter afastadas cerca de 80.000 pessoas que moravam perto da central nuclear.

// Lusa

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