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África teve a pior semana desde o início da pandemia

Matshidiso Moeti, diretora para África da Organização Mundial de Saúde (OMS), anunciou que África teve “a pior semana desde o início da pandemia”, com um aumento de 20% dos casos. A situação vai piorar com a terceira vaga.

Na semana que terminou no dia 4 de julho, “tivemos 251 mil novos casos, um aumento de 20% face à semana anterior e 12% face ao pico de janeiro”, revelou Matshidiso Moeti, citada pela Bloomberg.

Os novos casos de covid-19 aumentaram pela sétima semana consecutiva e estão a duplicar a cada 18 dias. Este cenário não faz prever que o pico de novas infeções, e a descida que se segue, esteja já à vista.

Os próximos dois meses vão ser muito difíceis para o continente por causa da transmissão da variante Delta”, declarou ainda a responsável. Há, pelo menos ,16 países africanos com ressurgimento do vírus, sendo que dez têm já a presença da variante Delta.

Esta variante, assim como a falta de vacinas nos países africanos, pioraram o cenário. Até agora, o continente tinha sido poupado do pior da pandemia por causa da população jovem, menos afetada pela doença, e pelas rápidas respostas de medidas de saúde pública em muitos dos países. Mas tudo mudou.

O Público salienta que a África do Sul é, neste momento, o país mais afetado, com dias a registarem mais de 26 mil novas infeções. O país tem 333 novos casos por milhão de habitantes (média móvel a sete dias), seguido do Botswana, com 261, e mais distante a Líbia, com 97, e Cabo Verde, com 90, segundo dados do Our World in Data.

Portugal tem neste momento 242 casos por milhão, mas um maior número de pessoas vacinadas.

O Malawi, Senegal, Uganda, República Democrática do Congo, Namíbia, Zâmbia, Ruanda e Tunísia estão a registar subidas drásticas de infeções, com o número de hospitalizações a subir em mais de 40% no continente nas últimas semanas.

Tom Kenyon, do projecto HOPE, avisou: “deviam estar a soar todos os alarmes“, uma vez que estes números mostram que, em África, o número de novos casos vai em breve ultrapassar os da Ásia.

“Dado os horrores que ainda há pouco vimos na Índia, isso devia ser motivo para alarme e para que haja alguma ação”, disse, em declarações à CNBC.

  ZAP //

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