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17 ex-gestores do GES tiveram perdão fiscal. Só Salgado terá legalizado 34 milhões

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Manuel De Almeida / Lusa

Um grupo de 17 antigos administradores e ex-diretores do BES e de empresas do Grupo Espírito Santo (GES) aderiu ao Regime Excecional de Regularização Tributária (RERT), conhecido como perdão fiscal, em 2005, 2010 e 2012.

Através do RERT, nove desses gestores legalizaram mais de 54,5 milhões de euros que tinham no estrangeiro, estando a maior parte dos montantes em questão na Suíça, escreve o Correio da Manhã, que avançou a notícia este domingo.

Quanto aos restantes oito, é desconhecido quanto declararam no RERT.

Ainda de acordo com o mesmo jornal, que cita autos do processo Universo Espírito Santo só o antigo banqueiro Ricardo Salgado terá legalizado 34,1 milhões de euros. Por esta quantia que tinha em várias contas na Suíça, o antigo presidente do BES pagou um imposto de 2,3 milhões de euros para regularizar esse valor no âmbito do RERT.

No passado mês de julho, Ricardo Salgado e mais 24 pessoas e empresas foram formalmente acusados de crimes que provocaram prejuízos de 11,8 mil milhões, que resultaram de crimes e prejuízos inerentes aos atos que levaram ao colapso do GES.

Segundo o Ministério Público, os arguidos alvo de acusação “violaram de forma reiterada os deveres inerentes às funções que desempenharam no exercício da atividade bancária e de intermediação financeira”.

Só Salgado está acusado de 65 crimes no âmbito deste processo.

  ZAP //

6 Comments

  1. No fim do perdão resolveram continuar a pecar!! Têm que ir de novo ao confessionário, mas não se sabe bem quando porque, entretanto pode haver um segundo, um terceiro perdão… Nós todos continuamos a pagar por eles.

  2. Exigo também um perdão fiscal, afinal também sou português e tenho os mesmos direitos ou mais que os ladrões!

  3. E o que se podia esperar de um país que valoriza o “xicoespertismo” e outras vigarices?
    Por isso os desonestos estão cada vez mais ricos e poderosos e eu acredito que vão passar ao largo da justiça, isso se o estado ainda não tiver que os indemnizar.
    É a vida…

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