Soldado russo executado à marretada pelo Grupo Wagner

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O Grupo Wagner consiste numa empresa militar privada russa com fortes ligações ao governo do país, tendo células em várias regiões do mundo.

O Grupo Wagner divulgou nas últimas horas um vídeo onde é possível ver Yevgeny Nuzhin, soldado russo que acabou por se entregar às tropas ucranianas, a ser assassinado por via de uma marreta que lhe esmaga a cabeça. As imagens foram divulgadas no Telegram pelo Grey Zone, um site ligado ao grupo, com o título “Punição de um traidor”.

Segundo o Observador, quando Nuzhin se juntou à milícia, em setembro, os seus planos já eram claros: entregar-se aos opositores e, posteriormente, lutar contra os russos. A história e a confissão foram até gravadas para um programa de televisão ucraniano e, agora, incluídas no vídeo divulgado. Nele é ainda possível ver as últimas palavras do homem. “Chamo-me Yevgeny Nuzhin, e nasci em 1967”.

Não é claro como é que o homem voltou ao controlo do Grupo Wagner, especulando-se que tal possa ter ocorrido no decorrer de uma troca de prisioneiros de guerra. Yevgeny Nuzhin terá sido originalmente detido, na Rússia, em 1999, por assassino.

Já o Grupo Wagner consiste numa empresa militar privada russa com fortes ligações ao governo do país, tendo células em várias regiões do mundo, nomeadamente no leste da Ucrânia (Donbass), Síria e África. Há ainda quem especule que a organização pertence ao Departamento Central de Inteligência das Forças Armadas Russas, sendo utilizado como apoio não oficial nos conflitos em que a Rússia está envolvida.

A sua associação ao neonazismo é frequente, assim, como o seu papel para encobrir baixas e custos financeiros nos conflitos em que a Rússia participa.

No que respeita às movimentações no terreno, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou ontem que o exército russo fez “as mesmas atrocidades” em Kherson que em outras regiões do país durante a sua ocupação, e afirmou que já foram documentados “mais de 400 crimes de guerra russos”.

Na habitual intervenção diária ao país, Zelensky afirmou que o exército russo “deixou para trás as mesmas atrocidades que em outras regiões onde conseguiu entrar” e que “os investigadores já documentaram mais de 400 crimes de guerra russos e estão a ser encontrados corpos de civis e soldados“.

“Vamos encontrar e levar à justiça todos os assassinos. Sem dúvida”, garantiu.

Volodymyr Zelensky adiantou que as autoridades ucranianas estão a recuperar as comunicações, a Internet e a televisão, e estão a fazer “todo o possível para restabelecer as capacidades técnicas normais de fornecimento de eletricidade e água, o mais rapidamente possível”, acrescentou.

“A região de Kherson ainda é muito perigosa. Em primeiro lugar, existem minas. Infelizmente, um dos nossos sapadores foi morto e outros quatro ficaram feridos enquanto limpavam as minas”, advertiu ainda o Presidente ucraniano. Horas mais tarde soube-se que o grupo de quatro pessoas consistia numa família, da qual fazia parte uma criança de 11 anos.

Apesar dos avisos, o presidente ucraniano visitou Kherson esta manhã, felicitando as tropas que participaram na operação de reconquista da cidade.

Zelensky referiu igualmente no seu discurso que os combates na região de Donetsk são tão intensos quanto nos dias anteriores. “O nível de ataques russos não está a diminuir”, sublinhou.

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3 Comments

  1. O povo russo já sabe com o que pode contar. Chegará o dia em que estes criminosos responderão perante o povo russo. Não se esqueçam que o Estado Islâmico também foi assim, Até ao dia…

  2. Piores que os Nazis, nunca se ouviu falar que os Nazis utilizassem, grupos privados, que recrutassem prisioneiros e cometessem as atrocidades que os russos cometem contra prisioneiros e civis. Os Nazis tinham uma agende própria contra uma raça e uma etnia, e cometeram crimes horriveis, algo que nos envergonha a todos como raça humana, mas os prisioneiros de guerra e as populações civis eram reazoavelmente tratados e havia um codigo entre soldados. Já os russos, são autenticos animais, sem consciência .

    • Não se estique demasiado no comentário… Olhe que na WWII morreram muito mais civis do que militares. Cidades como Varsóvia e Manila foram literalmente apagadas (são apenas dois exemplos). Algumas até duas vezes (para lá e depois para cá).

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