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Vulcão entra em erupção a 40 quilómetros da capital da Islândia. Esteve adormecido 6.000 anos

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Icelandic Meteorological Office - IMO

Primeira imagem oficial da erupção

Um vulcão no sudoeste da Islândia, na Península de Reykjanes, entrou em erupção esta sexta-feira por volta das 22h00 locais, 20h00 em Lisboa, segundo o Instituto Meteorológico nacional, depois de milhares de abalos naquela zona durante as últimas semanas, informou o departamento meteorológico do país.

A península, localizada a sudoeste da capital Reiquejavique​, é uma zona de atividade sísmica intensa e registou pelo menos 40 mil terramotos nas últimas semanas.

“A erupção vulcânica começou em Fagradalsfjall”, informou o Instituto Meteorológico da Islândia (IMO, na sigla em inglês) no Twitter, referindo-se a uma montanha localizada a cerca de 30 quilómetros a sudoeste da capital.

As fotografias de sites de meios de comunicação locais mostraram um céu noturno com tons vermelho brilhante.

O código de cores de aviação foi aumentado para vermelho – apesar de, para já, haver pouca atividade sísmica – o que significa que há um grande grau de certeza de uma erupção com emissão de cinzas.

Neste sentido, o tráfego aéreo de entrada e saída do Aeroporto Internacional de Keflavik foi interrompido, informou ainda o Instituto Meteorológico. Um helicóptero com pessoal científico foi destacado para avaliar a dimensão da erupção, avançou ainda o IMO à Reuters.

O departamento de Proteção Civil islandês pediu à população para se manter calma e não se aproximar do local da erupção.

As autoridades alertaram ainda para o que deverá acontecer nas próximas horas: “Prevê-se que a poluição por gás vulcânico se estenda até Þorlákshöfn e continue durante a noite. As pessoas são convidadas a fechar as janelas e a permanecer dentro de casa. A quantidade de emissões de SO2 [dióxido de enxofre] da erupção está a ser avaliado”.

No entanto, na opinião do professor de Geofísica Magnús Tumi, citado pela agência RÚV, “este pode ser o início de um período de erupções”, já que é “um evento muito significativo, mas não é uma surpresa”.

Ao contrário da erupção do vulcão Eyjafjallajökull em 2010, que interrompeu cerca de 900 mil voos e obrigou a retirar centenas de islandeses das suas casas, não é esperado que esta erupção lance muitas cinzas ou fumo no ar, indicou o IMO.

Até ao momento, não há notícias de vítimas ou danos materiais.

O vulcão estava adormecido há 6.000 anos, recorda a Associated Press.

  Ana Isabel Moura, ZAP //

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