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Ventura escreve carta a Rio. Quer “consenso político” entre os dois partidos na revisão da Constituição

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Mário Cruz / Lusa

O deputado do Chega, André Ventura

Estão em partidos diferentes mas isso não os impede de se unirem pelos mesmos interesses. André Ventura quer o apoio de Rui Rio, e numa carta aberta escrita ao líder do PSD, refere que “este é o momento de encontrar uma plataforma comum na ação política”.

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Embora os dois políticos tenham diferenças nos “valores importantes” e nas “perspetivas civilizacionais”, André Ventura escreveu agora uma carta aberta dirigida a Rui Rio, e publicada no jornal i esta segunda-feira, onde convoca o líder do PSD para um “consenso nacional”.

Após o projeto de revisão constitucional do Chega ter sido admitido pelo Parlamento, o líder do Chega considerou que o PSD era a “muleta” do PS, para debater as suas propostas.

Contudo, e apesar das farpas lançadas aos sociais democratas, Ventura admite que “o futuro da governação em Portugal passará inevitavelmente pelos nossos dois partidos”. E por isso apela a Rui Rio para debater o projeto de revisão constitucional do Chega, que foi formalmente admitido pela Assembleia da República. Atualmente, o Chega tem um deputado no Parlamento, enquanto que o PSD conta com 79.

O documento em causa avançou com propostas radicais tais como a redução do número de deputados, instituição de “penas mais graves para agressores sexuais e para a criminalidade violenta”, fazer uma “reformulação do sistema fiscal” ou discutir a soberania popular.

Estes são os pontos que André Ventura quer debater juntamente com Rui Rio, e afirma que “é para nós fundamental a abertura do PSD para analisar, discutir e propor alterações a esta iniciativa do Chega.” Isto, claro, desde que “não seja desvirtuado o seu conteúdo principal”.

Ainda assim, o líder do Chega reconhece que existe “um mar de coisas” que separam os dois projetos políticos. Porém, na sua perspetiva, esta revisão constitucional pode ser um “primeiro sinal” que “pode significar o futuro de Portugal”, diz o Expresso.

No entanto, qualquer revisão constitucional tem de ser aprovada por uma maioria de dois terços dos deputados no Parlamento.

  ZAP //

4 Comments

  1. O que se gasta em subsídios que mantêm a indigência dos criminosos – na sua maioria pertencentes a certas etnias -, daria para reforçar significativamente o apoio a quem, honestamente, necessita.
    Quanto aos ditos criminosos, porque não deportá-los?

  2. O consultor financeiro que ajuda empresas a fugir ao fisco para offshores e que quer reduzir os impostos para os mais ricos, depois de os atacar, agora pede ajuda ao PSD!…

  3. E penas mais graves para os corruptos, banqueiros que faliram os bancos, responsáveis pelos bancos não só os presidentes mas os restantes, tirar os bens que eles tenham aí nada diz não convém? Como és tão sério e honesto vai te encher de moscas.

  4. este ndividuo nao passa de um Saco Cheio de Ar ! agravar penas ;perseguir estes e aqueles ;mas no fundo nao tem soluçoes Viaveis Para os grandes problemas do Pais ,Populismo Barato ;mais um triste Exemplo DE uma Direita Retrogada ,mediocre que estacionou e ficou algures perdida num limbo temporal

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