Vem aí um desconfinamento total após o inverno. Eis o que pode mudar

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Desde a análise de águas residuais à implementação de escolas-sentinela, os peritos começam a planear um desconfinamento total para depois do inverno.

Os peritos já estão a planear aquilo que será um desconfinamento total após o inverno. Ultimamente, vários especialistas argumentam que a denominada quinta vaga de covid-19 já terá atingido o seu pico, em Portugal, na semana passada.

Com outros países a aliviar as suas restrições sanitárias — como o Reino Unido e a Dinamarca — Portugal começa a pensar em fazer o mesmo.

Os dinamarqueses, por exemplo, eliminaram a partir do dia 1 de fevereiro todas as restrições impostas na quarta vaga da pandemia, apesar do número recorde de contágios, devido ao menor risco da variante Ómicron e ao elevado número de imunizados.

A ideia dos peritos portugueses é adotar um sistema de sentinela, semelhante ao usado com a gripe, escreve o Observador. Esta vigilância será feita não só através de médicos de saúde geral e familiar e redes hospitalares, mas também através de análises regulares às águas residuais.

A análise das águas residuais tem como objetivo calcular a incidência da doença tendo em conta a quantidade de partículas virais nas amostras.

Os epidemiologistas ponderam ainda implementar escolas-sentinela, para o reconhecimento precoce de eventuais surtos de covid-19. A percentagem de casos detetados será proporcional à realidade da sociedade.

Ao que o jornal online conseguiu apurar, a própria Direção-Geral da Saúde (DGS) está a debater o assunto internamente.

O desconfinamento total estará, assim, para “muito breve”, provavelmente dentro dos próximos 30 dias. Ainda na próxima semana já deverá haver propostas concretas para apresentar aos políticos.

Alívio generalizado das restrições terá de esperar pelos picos relativos aos internamentos nas alas covid-19 e aos óbitos causados pelo coronavírus; e o fim do inverno e entrada na primavera, quando o risco de contrair doenças infecciosas diminui.

Até atingirmos este estágio, as medidas serão gradualmente aliviadas. Em vez de restrições de cumprimento obrigatório, passará a haver recomendações por parte das autoridades de saúde.

Ainda assim, o uso generalizado de máscaras de proteção individual deverá manter-se apesar da queda das outras restrições.

Mesmo que haja a transição de pandemia para endemia, a máscara será sempre um trunfo para ser usado em situações excecionais. Por exemplo, sempre que a incidência de doenças respiratórias — não só a covid-19 — simbolize um descontrolo na saúde pública.

  Daniel Costa, ZAP //

10 Comments

    • Boa tarde Sr. César.
      Já agora atenção à acentuação do artigo “Á” – como está, não existe.
      No caso da sua frase seria “À”, com acento agudo; já o “há”, de haver, esse sim, leva acento grave.
      Cumprimentos e felicidades.

      • .) Obviamente. Há coisas!… Obrigado. À att. Maria João. As gralhas pousam onde e quando menos esperamos.

  1. As máscaras deviam ser obrigatórias nos pronto a comer, quando as pessoas estão junto das travessas a escolher. Sempre se evitava uns gafanhotos na comida dos outros…

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