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Vacinação no Queimódromo do Porto. Unilabs diz que comunicou falha ao Agrupamento de Centros de Saúde

GOVESP

A falha na cadeia de frio no centro de vacinação instalado no Queimódromo do Porto fez com que 980 pessoas fossem vacinadas durante o dia 9 e a manhã do dia 10 com doses que não estiveram durante algum tempo à temperatura devida. 

A Unilabs, responsável pelo centro de vacinação no Queimódromo do Porto, garante que reportou a falha na cadeia de frio “às autoridades de saúde presentes no local”, o Agrupamento dos Centros de Saúde (Aces) do Porto Ocidental, no dia 10 de agosto, logo que o problema foi detetado.

Assim que a falha foi comunicada, “foram seguidos todos os protocolos e pedidos de informação que vieram dessa entidade da ARS [Administração Regional de Saúde] do Norte, no próprio dia e nos dias subsequentes, com a maior celeridade e total transparência”, referiu, ao jornal Público.

O esclarecimento chega depois de a task force para a vacinação em Portugal ter dito que só foi informada do problema “tardiamente”, ao final da tarde do dia 11 de agosto, através da ARS do Norte.

As investigações que estão agora a decorrer têm dois focos: “um relacionado com o motivo que levou à quebra na cadeia de frio e o outro relativo aos procedimentos, por a quebra na cadeia de frio não ter sido detetada“, o que terá originado a que vacinas armazenadas “fora dos parâmetros normais de temperatura estabelecidos” tivessem sido, mesmo assim, administradas, revelou a task force.

Este centro de vacinação – o único a ser operado por uma entidade privada – não deverá reabrir tão cedo, pelo menos enquanto não forem encontradas mais respostas.

Devido à falha – o frigorífico em que estavam armazenadas as doses terá estado temporariamente desligado no fim-de-semana sem que o alarme fosse acionado -, 980 pessoas foram vacinadas durante o dia 9 e a manhã do dia 10 com doses que não estiveram durante algum tempo à temperatura devida.

Na semana passada, o coordenador da task force, Henrique Gouveia e Melo, disse que as pessoas em questão não correrão risco de saúde. O que está a ser apurado é se a eficácia destes fármacos foi afetada e se os utentes terão ou não que ser vacinados de novo.

  ZAP //

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