Turquia suspende ofensiva na Síria. “Não é um cessar-fogo”

gageskidmore / Flickr

Mike Pence, vice-Presidente dos EUA

A Turquia concordou em suspender a ofensiva militar no norte da Síria para permitir que as forças lideradas pelos curdos se retirem.

A afirmação foi feita por Mike Pence, vice-presidente dos EUA, e avançada pela BBC. Todas as operações militares serão suspensas por 120 horas e os EUA irão ajudar a facilitar uma “retirada ordenada” das tropas lideradas pelos curdos daquela a que a Turquia chamou de “zona segura” na fronteira.

Donald Trump também escreveu uma mensagem na rede social Twitter onde diz que há “boas notícias da Turquia” e agradeceu a Recep Erdoğan, referindo que “milhões de vidas vão ser poupadas”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, citado pelo correspondente da Economist na Turquia, Piotr Zalewski, declarou, por seu lado, que não se trata de um cessar-fogo, mas de um acordo. “Vamos suspender a Operação Fonte de Paz durante 120 horas para a retirada do PKK/YPG. Mas isso não é um cessar-fogo“.

Donald Trump enviou uma carta ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a avisá-lo sobre a incursão da Turquia na Síria. “Não seja um tipo difícil. Não seja tolo!”, escreveu o presidente norte-americano. Na carta enviada a Erdogan, Trump tenta persuadir o presidente turco a não avançar com a sua invasão à Síria.

No início do mês, o Presidente norte-americano Donald Trump anunciou a retirada das tropas norte-americanas da Síria, onde lutavam contra o Estado Islâmico ao lado das milícias curdas, que ficaram à mercê de um ataque da Turquia, que as considera um grupo terrorista.

A Turquia tem atacado posições curdas no nordeste da Síria para tentar criar uma zona livre das milícias e anunciou que não desistirá da ofensiva, apesar dos apelos da comunidade internacional e da ajuda do Governo sírio que já se instalou na região.

A Turquia considera existir uma continuidade entre as milícias YPG do Nordeste da Síria e o PKK curdo na Turquia, que classifica como uma organização terrorista, o que usa como pretexto para esta ofensiva além-fronteiras.

Ancara apoia-se em milícias árabes formadas por elementos que viviam na zona da ofensiva e que foram também vítimas de deslocação forçada feita pelos curdos em 2015, com relatos de aldeias árabes a serem demolidas. Muitos eram precisamente de Ras al-Ayn e Tel Abyad, as cidades que foram os primeiros alvos da ofensiva e que anteriormente tinham uma população de maioria árabe. Alguns juntaram-se ao Daesh, em busca de vingança contra os curdos e agora combatem nas fileiras das milícias pró-turcas.

A ofensiva de Ancara abre uma nova frente na guerra da Síria que já causou mais de 370.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados desde que foi desencadeada em 2011.

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