Pela primeira vez, uma tribo indígena norte-americana vai guardar as suas sementes no “Cofre do Apocalipse”

A Nação Cherokee é a primeira tribo indígena americana nos Estados Unidos a ser convidada a contribuir com as suas sementes para o The Svalbard Global Seed Vault, conhecido como o “cofre do Apocalipse”, que se localiza nas profundezas de uma montanha numa ilha remota situada entre a Noruega continental e o Polo Norte.

O cofre foi inaugurado em 2008 e foi projetado para suportar desastres naturais e causados pelo homem. Está acima do nível do mar, por isso está protegido contra inundações oceânicas que podem ser desencadeadas por um aumento catastrófico do nível do mar, de acordo com a organização internacional de conservação de culturas Crop Trust.

Com as mudanças climáticas a ameaçar o suprimento mundial de alimentos, o cofre tem capacidade para armazenar 4,5 milhões de variedades de culturas. Atualmente, possui mais de 980 mil amostras de quase todos os países do mundo, representando a maior coleção de diversidade de culturas do mundo.

Agora, a nação Cherokee, a maior tribo Cherokee reconhecida pelo governo federal nos Estados Unidos, será a primeira tribo indígena norte-americana a depositar sementes neste cofre. A tribo conta com mais de 370 mil cidadãos tribais em todo o mundo.

A tribo indígena doou nove amostras de culturas, incluindo o  seu milho mais precioso, o milho Cherokee White Eagle, de acordo com um comunicado. Também estão incluídos os feijões Cherokee Long, os grãos Cherokee Trail of Tears Beans, os feijões Cherokee Turkey Gizzard pretos e castanhos, a abóbora Cherokee Candy Roaster Squash e outras três variedades adicionais de milho. Estas nove variedades enviadas para o cofre já existiam antes dos europeus se estabelecerem na América.

As sementes serão depositadas depositadas no “cofre do Apocalipse” a 25 de fevereiro.

Este cofre é o maior repositório mundial de sementes, tendo por missão proteger as diferentes espécies do planeta contra guerras ou catástrofes naturais que possam vir a destruir por completo colheitas alimentares.

O cofre está localizado no arquipélago isolado de Svalbard, que fica entre a Noruega e o Pólo Norte, onde está também a chamada “Biblioteca do Apocalipse“, um arquivo de dados mundial.

O banco genético de sementes está a funcionar desde 2008, naquilo que já foi uma mina de carvão do Árctico, e é uma espécie debackup” gigante para os bancos de sementes do mundo. Em 2018, a instalação recebeu uma atualização significativa, graças ao investimento de 100 milhões de coroas norueguesas (mais de 10 milhões de euros).

Em 2017, começaram obras no cofre para o tornar melhor preparado para os dias mais quentes e húmidos, nomeadamente para precaver o degelo.

ZAP //

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