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Trabalhadores chineses nos Estados Unidos já sentem ostracismo

Rungroj Yongrit / EPA

Dois terços dos seis mil funcionários de tecnológicas inquiridos, chineses ou descendentes de chineses, temem ou já sentem ostracismo e desconfiança dos colegas.

O The Guardian encomendou um estudo à Blind, que revelou que, dos seis mil funcionários inquiridos, dois terços temem represálias ou sentem já a desconfiança e ostracismo dentro das empresas onde trabalham. Estas são algumas das repercussões que o ataque de Donald Trump à Huawei já está a ter nos quadros das tecnológicas norte-americanas descendentes de chineses ou chineses naturalizados americanos.

De acordo com o semanário Expresso, é no fabricante de chips Qualcomm que os funcionários estão mais preocupados, seguido pela Nvidia, Apple, Google, Intel e Uber, onde também as consequências negativas já se fazem sentir.

Os trabalhadores de nacionalidade chinesa são os que se sente mais preocupados, apresentando uma taxa de preocupação de 66,7%. Entre os chineses descendentes de americanos e os de outras etnias asiáticas a taxa é de 48%.

“Prevê consequências negativas para as pessoas ligadas à China ou percebidas como chinesas devido à crescente tensão na guerra comercial entre a China e os EUA a propósito da Huawei?”, foi a pergunta que a Blind fez aos inquiridos, questionando de seguida a sua nacionalidade e etnia.

O estudo não é científico, uma vez que é resultado de uma sondagem da plataforma online de discussão entre trabalhadores de tecnológicas. Ainda assim, o The Guardian defende que é sintomático do clima de desconfiança vivido neste setor.

A verdade é que este tema não é novo que os “americanos asiáticos” sempre tiveram historicamente sobre si o espectro da “dupla lealdade” e de potencial ameaça. Esta visão foi defendida por um professor universitário, especialista em racismo, ao jornal britânico.

  ZAP //

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