Ex-ministros Teixeira dos Santos e Mário Lino interrogados no caso das PPP rodoviárias

Miguel A. Lopes / Lusa

O antigo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ouvido na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco

Os antigos ministros do Governo de José Sócrates, Teixeira dos Santos e Mário Lino, deverão ser ouvidos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) de Lisboa na próxima semana, no âmbito das suspeitas em torno do caso das Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias. 

O Correio da Manhã (CM) anunciou que cinco governantes que integraram o Governo de José Sócrates foram constituídos arguidos no caso das Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias, respectivamente Mário Lino (ministro das Obras Públicas), Teixeira dos Santos (ministro das Finanças), António Mendonça (ministro das Obras Públicas), Paulo Campos e Carlos Costa Pina (secretários de Estado das Obras Públicas).

Mário Lino já confirmou ao CM que foi constituído arguido e que vai ser ouvido na próxima semana.

O Jornal Económico apurou que também Teixeira dos Santos “é esperado na próxima semana” no DCIAP para “ser interrogado” no âmbito do inquérito das PPP rodoviárias. Em causa estão suspeitas de tráfico de influências, gestão danosa, prevaricação e abuso de poder.

Teixeira dos Santos que está igualmente debaixo de fogo por ser presidente do EuroBic, no âmbito dos Luanda Leaks, não confirmou estes dados.

A investigação em torno das PPP rodoviárias arrancou em 2011, implicando suspeitas em torno do pacote de subconcessões lançado pelo Governo de Sócrates e das renegociações de contratos para introdução das portagens nas ex-SCUT.

O Estado terá sido lesado em 3,5 milhões de euros por decisões tomadas entre 2009 e 2011.

O caso tem 11 arguidos, entre os quais Almerindo Marques, ex-presidente das Estradas de Portugal entre 2007 e 2011, cujo testemunho terá sido, alegadamente, fundamental para incriminar os antigos ministros de Sócrates.

  ZAP //

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