Taxa de desemprego cai para 8,8% no segundo trimestre, a mais baixa em 8 anos

José Sena Goulão / Lusa

A taxa de desemprego baixou 1,3 pontos percentuais para os 8,8% no segundo trimestre de 2017, face ao anterior, e recuou 2,0 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2016, divulgou esta quarta-feira o INE.

De acordo com as estatísticas do emprego hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população desempregada, estimada em 461,4 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 11,9% (menos 62,5 mil pessoas), “prosseguindo as diminuições trimestrais observadas desde o segundo trimestre de 2016”. Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 17,5% (menos 97,9 mil).

“A população empregada, estimada em 4 760,4 mil pessoas, verificou um acréscimo trimestral de 2,2% (mais 102,3 mil pessoas). Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se um aumento de 3,4% (mais 157,9 mil pessoas), o maior desde o 4.º trimestre de 2013″, escreve o INE.

Relativamente à taxa de desemprego dos jovens (dos 15 aos 24 anos), situou-se em 22,7% no segundo trimestre, diminuindo 2,4 pontos percentuais em relação aos primeiros três meses do ano e 4,2 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2016.

Entre os jovens dos 15 aos 34 anos, 10,8% não estavam empregados, nem em educação ou formação, o que representa uma diminuição de 1,0 pontos percentuais face ao trimestre anterior e de 1,9 pontos percentuais face ao homólogo.

A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi de 59,2%, mais 0,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior e menos 4,9 pontos percentuais do que no trimestre homólogo de 2016.

A taxa de desemprego divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística é assim a mais baixa desde 2009, ou seja, dos últimos oito anos.

Exportações e importações

Relativamente às exportações, o INE refere que aumentaram 12,1% no primeiro semestre deste ano e as importações cresceram 14,5%.

De janeiro a junho, “verificaram-se aumentos de 12,1% nas exportações e 14,5% nas importações (menos 1,4% em ambos os fluxos no 1.º semestre de 2016)”, segundo o INE.

Apenas no mês de junho, as exportações subiram 6,8% e as importações aumentaram 7,1%, levando a um crescimento de 80 milhões de euros no défice da balança comercial de bens, para 1.004 milhões de euros.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 7,4% em junho e as importações cresceram 7,7% (crescimentos de 14,2% e 18,7% em maio).

Já no segundo trimestre deste ano, as exportações e as importações de bens aumentaram, respetivamente, 7,5% e 13,3% face ao período homólogo.

ZAP // Lusa

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