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Governo já criou task force com cientistas comportamentais para ajudar na comunicação à população

António Cotrim / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

A task force de cientistas comportamentais que vai assessorar o Governo na comunicação à população sobre os comportamentos indicados para combater a pandemia está criada.

De acordo com o Público, que teve acesso a um despacho assinado pela ministra da Saúde, o Governo criou uma task force de cientistas comportamentais que terão como responsabilidade ajudar a transmitir mensagens aos cidadãos sobre os comportamentos “recomendados como mais eficazes” no combate à pandemia de covid-19.

Os membros não serão remunerados e vão assessorar o Governo até ao final deste ano. Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde vão apoiar o grupo técnico e a ligação com o Governo será feita através de Tiago Antunes, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro.

A task force é coordenada por Margarida Gaspar de Matos, da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, e conta com António Silva, do Instituto Superior de Economia e Gestão; Cristina Godinho, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica; Duarte Sequeira, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde; Marta Moreira Marques, do Trinity Centre for Practice and Healthcare Innovation; Miguel Arriaga, da Direcção-Geral da Saúde; Osvaldo Santos, do Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Lisboa; e Rui Gaspar, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica.

O objetivo da equipa é contribuir para “uma mudança de comportamentos individuais e coletivos” e “garantir que diferentes indivíduos e as suas comunidades” mantêm os “comportamentos recomendados como mais eficazes em cada momento e contexto social, na resposta à pandemia e nos momentos que a ela se sucederão”.

O despacho assinado por Marta Temido revela que as “mudanças comportamentais apenas poderão ser alcançáveis com a aplicação estruturada da ciência comportamental” que permite “identificar, explicar, prever e intervir sobre comportamentos“, baseando-se no “estudo de flutuações” em relação às “perceções do sistema social sobre a evolução da pandemia”.

As flutuações “nos comportamentos de prevenção dos riscos de contágio pelo vírus SARS-CoV-2, em diferentes momentos e contextos sociais e por diferentes pessoas”, também assumem um papel importante, assim como as variações “nos fatores individuais, sociais e ambientais que permitem a sua facilitação ou inibição e consequente explicação e previsão de alterações ao comportamento e expectativas de adesão futuras”.

  Liliana Malainho, ZAP //

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