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TAP faz proposta à Groundforce para pagar subsídio de férias aos trabalhadores

Fernando Veludo / Lusa

A TAP está disponível para assegurar, a título de adiantamento, o pagamento do subsídio de férias dos trabalhadores da Groundforce, tendo feito uma proposta neste sentido à empresa de handling.

Em comunicado, a TAP referiu que a proposta efetuada à SPdH (Groundforce) contempla a realização de um novo adiantamento “por conta de serviços prestados e a prestar” com o objetivo de viabilizar o pagamento daquele subsídio, evitando que “se precipite um cenário de disrupção numa altura crítica para os clientes”.

“A TAP disponibilizará de forma imediata e a título excecional fundos a título de adiantamento do pagamento de serviços prestados ou a prestar pela SPdH (Groundforce) à TAP”, refere o comunicado, com a companhia aérea a sublinhar que, no âmbito deste acordo, a Groundforce “apenas poderá utilizar este montante para o pagamento do subsídio de férias dos seus trabalhadores, assim como os montantes inerentes a IRS e Segurança Social das remunerações”.

Além de pretender evitar um cenário de disrupção operacional nesta altura de verão e em que o movimento de passageiros já regista algum acréscimo, esta solução permitirá também, salienta a TAP, contribuir “para a estabilidade socioeconómica dos trabalhadores da Groundforce”.

Na sexta-feira, em comunicado conjunto, o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal (STTAMP) e o Sindicato dos Trabalhadores dos Aeroportos Manutenção e Aviação (STAMA) anunciaram o acordo com a TAP para o pagamento do subsídio de férias na Groundforce, tendo retirado o pré-aviso de greve.

No mesmo dia, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) considerou que o acordo com a TAP para o pagamento do subsídio de férias aos trabalhadores da Groundforce era uma “boa notícia”, mas manteve o pré-aviso de greve ao trabalho suplementar a partir de dia 15 e as greves de 30 e 31 de julho e de 1 de agosto.

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal, do acionista Alfredo Casimiro, e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

Entretanto, relativamente à situação da própria transportadora, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, referiu em entrevista à TVI24 que o plano reestruturação da TAP deverá ser aprovado por Bruxelas “nos próximos dias” ou “nas próximas semanas”.

  ZAP // Lusa

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