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TAP pode precisar de 3,7 mil milhões de euros até 2024

Tiago Petinga / Lusa

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos

No pior cenário, o montante máximo da ajuda pública à TAP pode variar entre os 3.414 milhões de euros e 3.725 mil milhões de euros até 2024, avisa Pedro Nuno Santos.

O plano de reestruturação está a ser a apresentado esta sexta-feira e o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, avisou que, no pior cenário, as necessidades da TAP podem variar entre os 3.414 milhões e os 3.725 milhões de euros.

O apoio do Estado à companhia aérea vai variar entre 970 milhões e 1.074 milhões de euros e, de acordo com o governante, será dado através de garantia pública a um empréstimo junto de terceiros.

O pior cenário mencionado por Pedro Nuno Santos pode tornar-se uma realidade caso em 2024 a TAP não consiga financiar-se em mercado sem uma garantia pública. Na eventualidade de isto se vir a verificar, o ministro sugere que o montante de 3,4 mil milhões de euros deverá ser o mais realista.

Ainda assim, avisa que o país tem de estar preparado para os piores cenários, ou seja, a incapacidade de financiamento da TAP no mercado.

“Em 2021, a TAP precisará entre 970 milhões de euros e 1164 milhões de euros. É um intervalo que depois decorre do que acontecerá em 2021. Em princípio, em 2022 entre 473 milhões de euros e 503 milhões de euros, de necessidades de financiamento da TAP. Não quer dizer que terá de ser com garantia pública, queremos que a TAP já se possa financiar sozinha no mercado, mas temos de estar preparados como país para o pior cenário. Em 2023, entre 379 e 438. Em 2024, o último ano em que a TAP terá necessidade de financiamentos adicionais, 392 e 420 milhões de euros”, disse o ministro.

Citado pelo Observador, Pedro Nuno Santos diz que a insolvência foi um cenário estudado, mas “entrávamos num processo incontrolado e com custos imprevisíveis e que poderiam ser muito superiores se levassem à perda de slots (disponibilidade nos aeroportos para movimentos de aviões reservadas para a empresa)”.

“Foi avaliada e foi abandonada porque teria custos para o Estado e imprevisíveis para a nova companhia aérea”, acrescentou.

Pedro Nuno Santos foi ainda confrontado com a divergência entre si e António Costa no que toca à votação do plano de reestruturação da TAP no Parlamento. O governante disse que a sua vontade “é conhecida” e que “pouco mais há a dizer”.

“Em qualquer organização, empresa ou famílias, as pessoas não pensam todas da mesma maneira. Chegamos a resultados a partir de pontos de partida diferentes. Assunto arrumado”, explicou.

  ZAP //

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