Há 15 anos, um submarino da Marinha dos Estados Unidos encontrou uma montanha

Mark Allen Leonesio / U.S. Navy

Submarino USS San Francisco

Em 2005, o USS San Francisco embateu numa montanha submarina desconhecida. Apesar de ligeiramente “magoado”, não afundou – e isso não aconteceu por acaso.

No dia 8 de janeiro de 2005, o submarino USS San Francisco parou de repente. A tripulação do navio foi projetada e a maioria (137 membros) sofreu lesões derivadas do acidente.

Uma investigação aprofundada ao sucedido acabou por explicar em detalhe o que aconteceu: o arco do submarino ficou completamente esmagado porque o USS San Francisco tinha encontrado uma montanha submarina desconhecida.

Naquele dia, o USS San Francisco estava a, aproximadamente, 580 quilómetros a sudeste de Guam, a viajar a uma velocidade de flanco. Segundo o Popular Mechanics, as cartas de navegação usadas pela tripulação do navio não revelaram qualquer montanha submarina a brotar do fundo do oceano, pelo que o submarino acabou por embater nela.

No entanto, o mais incrível deste acidente é que, após esbarrar na montanha, a mais de 48 quilómetros por hora, o submarino não afundou nem sofreu qualquer tipo de sintoma de mau funcionamento do reator.

Além de sair quase ileso do acidente, o USS San Francisco conseguiu mover-se até ao porto da ilha de Guam, graças às ações de segurança que a Marinha dos Estados Unidos havia adotado quatro décadas antes.

Em 1963, o submarino nuclear USS Thresher foi perdido durante testes de mergulho no Oceano Atlântico – ficando claro que as medidas destinadas a afundar o submarino numa emergência falharam.

Nos dois meses que se seguiram, a Marinha norte-americana decidiu criar o programa SUBSAFE, com o objetivo de garantir que o casco de um qualquer submarino da Marinha manteria a integridade estrutural sob pressão, fazendo com que o submarino fosse capaz de, pelo menos, aflorar.

Além disso, o Programa de Propulsão Nuclear da Marinha melhorou os reatores nucleares, tornando-os mais seguros. Se o casco, os sistemas de lastro e o reator funcionassem adequadamente, a tripulação teria uma maior probabilidade de sobreviver a um acidente.

No caso particular do USS San Francisco, apesar de o arco ter ficado completamente esmagado a 525 pés de profundidade, o restante do casco mantinha a pressão, impedindo a embarcação de afundar completamente. Além disso, após o acidente, o reator nuclear ainda funcionava na perfeição, permitindo que o navio se movesse.

Em 2013, um almirante da Marinha dos Estados Unidos chegou mesmo a afirmar que, se não fosse o SUBSAFE, o USS San Francisco poderia não ter “sobrevivido”.

ZAP //

PARTILHAR

1 COMENTÁRIO

  1. Velocidade de “flanco”?

    Quando traduzirem textos do inglês, certifiquem-se que estão dentro do assunto.

    “Full ahead flank” é “velocidade máxima”.

RESPONDER

Não foram meteoros. Uma forte atividade vulcânica arrefeceu a Terra há 13 mil anos

Porque é que a Terra arrefeceu repentinamente há 13 mil anos? Sedimentos antigos encontrados numa caverna no Texas, nos Estados Unidos, parecem ter resolvido este grande mistério. Alguns cientistas acreditam que o fenómeno que arrefeceu repentinamente …

Novo método prevê erupções solares com algumas horas de antecedência

Um novo método capaz de prever explosões solares poderia ajudar a Humanidade a preparar-se contra possíveis desastres causados por este fenómeno explosivo da nossa estrela. As erupções solares são explosões que ocorrem na superfície do Sol …

Mulan a preço premium estreia na Disney+ em setembro

A adaptação live-action de Mulan tem nova data de estreia. O anúncio foi feito pela Disney nesta terça-feira (4). O filme chega à plataforma de streaming Disney+ no dia 4 de setembro, estando disponível em …

Belgas trocam as voltas à pandemia e passam férias nas árvores

Enquanto uns passam o verão em casa, outros atrevem-se a ter uma experiência diferente. Alguns belgas estão a passar as noites de verão pendurados em árvores, em tendas em forma de lágrima. A pandemia de covid-19 …

Máscara inteligente traduz até oito línguas (mas não protege do coronavírus)

Esta máscara inteligente, criada por uma empresa japonesa, consegue traduzir o discurso do seu utilizador em várias línguas (mas, por si só, não o protege do novo coronavírus). Quando a pandemia de covid-19 transformou as máscaras …

Empresa fica com excedente de 40 mil quilos de frutos secos devido à covid-19

A GNS Foods, a empresa que nos últimos 30 anos forneceu os frutos secos à American Airlines, ficou com um excedente de 40 mil quilos por causa de restrições impostas devido à covid-19. Servir frutos secos …

Astronautas da NASA fizeram partidas por telefone para "matar" tempo durante o regresso à Terra

Os astronautas da NASA Bob Behnken e Doug Hurley fizeram algumas partidas por telefone durante o regresso à Terra a bordo cápsula Dragon, da empresa SpaceX de Elon Musk, num voo que foi duplamente histórico. …

Em plena pandemia, há um venezuelano que assegura os funerais no Peru

Ronald Marín é a última esperança para os habitantes de Comas, em Lima. O venezuelano é o único que realiza funerais católicos num cemitério longe do centro da capital, em plena pandemia. Vestido com uma túnica …

Covid-19 pôs mais de um milhão de portugueses em teletrabalho no 2.º trimestre

Um milhão de pessoas esteve em teletrabalho no segundo trimestre, sobretudo devido à covid-19, o equivalente a 23,1% da população empregada, enquanto mais de 600 mil não trabalharam nem no emprego nem em casa. De acordo …

Dia da Defesa Nacional regressa ao formato presencial a 2 de setembro

O Dia da Defesa Nacional, que está suspenso desde o dia 9 de março devido à pandemia de covid-19, irá regressar ao formato presencial a 2 de setembro, anunciou o Governo esta quarta-feira. Em comunicado, o …