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StayAway Covid só enviou 2.708 alertas de contágio. 60% já desinstalaram a app

stayawaycovid.pt

Apenas 39% das quase três milhões de pessoas que instalaram a StayAway Covid é que a continuam a usar. A app só enviou 2.708 alertas de contágio.

A StayAway Covid, a aplicação móvel criada para rastrear os contactos dos infetados com covid-19 em Portugal, está longe de estar a surtir o efeito desejado. Em cinco meses de existência, a app só foi usada para enviar alertas de contágio 2.708 vezes.

Desde setembro, quase 1,8 milhões de pessoas já desinstalaram a aplicação. Em janeiro, apenas 39% das quase três milhões de pessoas que instalaram a StayAway Covid é que a continuam a usar. Isto significa que mais de metade dos portugueses que instalaram a app já desistiram de a usar, escreve o Público.

“As pessoas estão a perder a confiança na app porque não há códigos. E não há códigos porque os médicos estão mal informados sobre a forma como a app funciona e onde se encontram os códigos”, admite ao matutino o presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (Inesc Tec), José Manuel Mendonça, que lidera a equipa responsável pela StayAway Covid.

“Desde que a aplicação foi lançada que há médicos que nos contactam a pedir ajuda. Não deveria ser assim”, acrescentou.

O Inesc Tec já atualizou a aplicação para que os códigos sejam enviados diretamente para os telemóveis dos utilizadores, eliminando burocracia e agilizando todo o processo. No entanto, o processo está em ‘banho-maria’ há meses, faltando a luz verde da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD).

“Ao enviar os códigos diretamente para a app podia-se diminuir o tempo de aviso aos contactos de risco, não gastar o precioso tempo dos médicos e dar resposta cabal aos muitos utilizadores da aplicação que se sentem defraudados”, explica José Manuel Mendonça.

Ao Público, o ex-presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Rui Nogueira, argumenta que o problema “é que as pessoas se esquecem de pedir os códigos na altura do diagnóstico, ou acham que serve de pouco se vão ficar isoladas”.

Embora tenham sido entregues 11 mil códigos desde o lançamento da app, apenas 24% foram efetivamente utilizados.

  Daniel Costa, ZAP //

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