StayAway Covid conta mais de um milhão de utilizadores

stayawaycovid.pt

StayAway Covid, a aplicação móvel que permite rastrear as redes de contágio de covid-19, já foi descarregada por mais de um milhão de pessoas, 19 dias após o seu lançamento.

O administrador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), Rui Oliveira, anunciou ontem que a aplicação contabiliza já um total de 1.030.824 downloads nos sistemas operativos iOS e Android.

Este número representa quase 10% da população nacional e mais de 15% dos 6,5 milhões de portugueses que o INESC TEC calcula terem telemóveis capazes de instalar a app.

“Estamos muito satisfeitos, ainda que não esteja propriamente surpreendido. A aplicação é uma ajuda à população portuguesa, mas ainda faltam os restantes cinco milhões de portugueses que têm smartphones“, disse Rui Oliveira em declarações à Lusa.

StayAway Covid, lançada no dia 1 deste mês, permite rastrear as redes de contágio de forma anónima, informando os utilizadores que estiveram no mesmo espaço que alguém infetado com covid-19, nos últimos 14 dias. A app utiliza o Bluetooth dos telemóveis para captar a proximidade entre smartphones e a sua instalação é voluntária.

Em entrevista ao jornal Eco, o administrador do INESC TEC diz que o sucesso da aplicação se vê através “dos casos de pessoas infetadas que são reportados, porque nos diz que temos pessoas a colaborar. Neste momento, para nós, para a equipa do INESC TEC e ISPUP, já tudo valeu a pena, porque temos mais de três dezenas de pessoas que já submeteram o código e, portanto, já é mais do que compensador.”

“Houve 20 pessoas que, desde o início do projeto, ligaram ao SNS 24, dizendo que a aplicação os notificou que tinham tido um contacto de risco”, disse Luís Goes Pinheiro, presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), no dia 8 de setembro.

No dia do lançamento da app, António Costa lançou um apelo a todos os portugueses para instalarem a StayAway Covid e tentarem travar a pandemia, enquanto não existir uma vacina.

“As pessoas não devem ter receio de descarregar a aplicação“, disse o primeiro-ministro, referindo-se às reservas colocadas pela Deco Proteste relativamente à possibilidade de uso não-declarado e indevido de dados pessoais pela Google e Apple.

A organização de defesa do consumidor Deco Proteste colocou reservas à instalação nos telemóveis da aplicação StayAway Covid, invocando

Rui Oliveira explicou ao jornal Eco que o receio da Deco se deve ao facto de a app não cumprir todos os requisitos de transparência, tendo em conta que o código não é aberto. “Ora bem, se pegarmos nessa frase e o que a Deco define como essa transparência, então, a Deco não pode recomendar a nenhum consumidor nenhuma aplicação móvel. E não me parece que isto seja o que a Deco quis transmitir”, disse o administrador do INESC TEC.

ZAP //

 

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