Cravinho em empresa com sócios condenados. Ministro reage (em versões um pouco diferentes)

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Estela Silva / Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

Ministro dos Negócios Estrangeiros assegura que António da Silva Barão não é sócio na sociedade imobiliária Eurolocarno.

João Gomes Cravinho é sócio maioritário na Eurolocarno, uma sociedade imobiliária. Foi fundada há nove anos, o ministro dos Negócios Estrangeiros é sócio há apenas dois anos.

A empresa localiza-se em Lisboa mas não tem qualquer “anúncio” exterior. Não há qualquer indicação de que ali é a sede da Eurolocarno.

Além disso, informa a CNN, dois dos outros sete sócios da empresa são António João Barata da Silva Barão e Marcos de Almeida Lagoa, condenados nos tribunais portugueses.

António da Silva Barão esteve envolvido num negócio que lesou o fundo de resolução do Novo Banco em 260 milhões de euros (no maior negócio imobiliário em Portugal, nos últimos anos).

Na altura, em 2017, o Novo Banco vendeu 13 mil imóveis a um fundo anónimo. As casas e os terrenos estavam avaliadas em 613 milhões de euros mas foram vendidas por pouco mais de metade: 364 milhões de euros.

António da Silva Barão e a sua esposa registaram cinco sociedades imobiliárias de uma só vez.

Marcos de Almeida Lagoa, outro sócio na Eurolocarno, também foi condenado por fraude fiscal: foi um dos 11 arguidos no processo dos CTT.

Marcos Lagoa foi condenado por ter participado em crimes económicos que terão originado prejuízo de 13.5 milhões de euros aos CTT, numa venda de dois imóveis. Um deles foi vendido duas vezes no mesmo dia – primeiro por 15 milhões de euros, depois por 20 milhões.

João Gomes Cravinho já reagiu. À CNN, assegurou que não sabia destes problemas judiciais dos seus sócios e que a Eurolocarno nunca teve problemas em tribunais. As situações fiscal e judicial estão regularizadas, acrescentou.

No Correio da Manhã, a explicação foi um pouco diferente. O ministro dos Negócios Estrangeiros comentou que António da Silva Barão não é sócio na Eurolocarno – vendeu a empresa em 2015.

  ZAP //

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