Situação de alerta face ao risco de incêndio prolongada até domingo

Miguel Pereira Da Silva / Lusa

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita

O Governo anunciou, esta sexta-feira, o prolongamento “até ao final de domingo” da declaração de situação de alerta em todos os distritos de Portugal continental, face ao risco de incêndio rural, apelando ao cumprimento da proibição do uso do fogo.

“As próximas 48 horas continuam a inspirar cuidado, inspiram atenção, vamos manter alguns distritos em alerta vermelho e também outros em alerta laranja. Fruto disso, a decisão foi de prolongar a declaração de situação de alerta a todo território nacional [continental] até ao final do dia de domingo“, afirmou a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar.

A governante falava no final de uma reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON), que decorreu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

Na quarta-feira, o Governo anunciou que Portugal continental entraria em situação de alertam a partir das 00h00 de quinta-feira, até às 23h59 de hoje, face à previsão de “um significativo agravamento do risco de incêndio rural“.

Em situação de alerta é proibida a realização de queimadas e o uso de fogo de artifício ou de outros artefactos pirotécnicos, e são proibidos o acesso, a circulação e a permanência em espaços florestais “previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios”.

Também não são permitidos trabalhos florestais e rurais com equipamentos elétricos em espaços, como motorroçadoras, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.

É permitido, no entanto, alimentação de animais, execução de podas, regas, extração de cortiça e mel, colheitas de culturas agrícolas, desde que “sejam de caráter essencial e inadiável”, em zonas de regadio, sem materiais inflamáveis e fora de floresta e mata. São permitidos ainda trabalhos de construção civil, “desde que inadiáveis e que sejam adotadas as adequadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural”.

Esta quinta-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse estar a acompanhar a vaga de incêndios e admitiu a possibilidade de interromper as férias no Porto Santo se a situação piorar.

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Só gostava de saber porque se deram ao trabalho de adicionar a proibição da caça ao comunicado.
    Um dos grupos que mais interesse tem na preservação do mundo rural e natural, só é considerado na hora de pagar taxas, impostos e licenças.
    Na hora de ajudar a proteger o que mais amam são tratados como pessoas de risco, para não dizer criminosos.
    Como sempre o estado e as suas instituições não cumpre as suas obrigações, como tratar ao longo do ano a floresta e recursos naturais, e depois a única coisa que sabem fazer é proibir…

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