Sindicato de Inspetores do SEF recorre contra requisição civil. Líder do CDS-PP exige discussão no parlamento

O Sindicato dos Inspetores de Investigação, Fiscalização e Fronteiras do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) recorreu esta quinta-feira ao Supremo Tribunal Administrativo da requisição civil decretada pelo Governo nos aeroportos na sequência da greve marcada para junho.

“Tendo em conta a ilegalidade patente nesta decisão do Governo recorremos para o Supremo Tribunal Administrativo apresentando uma intimação para fazer valer a proteção dos direitos, liberdades e garantias“, disse em declarações à agência Lusa o presidente da direção do sindicato, Renato Mendonça.

O Sindicato dos Inspetores de Investigação, Fiscalização e Fronteiras (SIIFF) do SEF marcou um ciclo de greves para junho, com início da próxima semana contra a intenção do Governo “de extinguir o SEF”.

O Governo decidiu quinta-feira decretar requisição civil dos inspetores do SEF nos aeroportos, na sequência da greve marcada.

O presidente do SIIFF, Ricardo Mendonça, referiu que a estrutura ficou surpreendida com a decisão do Governo face à dimensão do protesto, que será de uma greve de duas horas por dia, com acordo relativamente aos serviços mínimos a prestar, escreve a RTP.

“Para uma situação de uma contestação por duas horas ser decretada uma requisição civil parece-nos, além de ilegal, exagerado”, disse.

Eduardo Cabrita considerou, no Parlamento, “absolutamente inaceitável e irresponsável” esta greve” que está anunciada.

“A greve é um grave atentado à segurança nacional, é inadmissível num quadro de uma situação de calamidade em que cabe também ao SEF verificar as condições de segurança sanitária, designadamente se os cidadãos que chegam a Portugal têm ou não os testes de diagnósticos de covid-19″, sublinhou.

Líder do CDS-PP critica Eduardo Cabrita

O presidente do CDS-PP acusou na quinta-feira o Ministro da Administração Interna (MAI) de ter “um ‘toque de Midas’ invertido e exigiu que a extinção do SEF seja discutida no parlamento.

“Soubemos que o MAI cometeu estes lapsos e a culpa nunca foi de Eduardo Cabrita. Nas falhas do SIRESP, a culpa é do SIRESP. Nos festejos do título de campeão de futebol, a culpa é dos adeptos do Sporting Clube de Portugal. Nas golas inflamáveis que afinal ardiam, a culpa é do material. No caso do SEF, a culpa é do SEF, que tem de se extinguir. E Eduardo Cabrita mantém-se. Tem um ‘toque de Midas’ invertido, pois onde toca, dá sempre mau resultado. É gritante esta impunidade no Governo”, atirou.

Em discurso realizado no âmbito da apresentação de Jorge Santos como candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Loures, Francisco Rodrigues dos Santos criticou o primeiro-ministro, António Costa, por ter preferido “extinguir o SEF para cobrir a incompetência de Eduardo Cabrita, do que destituir o ministro, como se exige num estado de direito do século XXI”.

O SEF foi um bode expiatório para esconder debaixo do tapete a manifesta incapacidade do ministro em lidar com instituições sob a sua tutela. Perante aquele incidente [a morte do ucraniano Ihor Homeniuk], o MAI tinha de apurar atempadamente as falhas que aconteceram no serviço, criar mecanismos para que não voltasse a acontecer e garantir uma polícia que combata o terrorismo. O CDS exige que a extinção do SEF seja discutida no parlamento”, pediu.

Francisco Rodrigues dos Santos deixou igualmente duras críticas ao modo de funcionamento do socialismo, alertando que “a liberdade está ameaçada” e que Portugal “afundou-se como o país da Europa que menos combate a corrupção”, que, na sua maioria, entende ser “legal e está na promiscuidade dos negócios e na burocracia da extrema-esquerda”, com “a dependência, a burocracia e a pobreza” a serem “os grandes instrumentos de corrupção”.

O líder democrata-cristão afirmou que “o país precisa de liberdade” e “precisa da direita para conquistar essa liberdade”, expressando não acreditar no centro: “É querer ser tudo e o seu contrário e, no final de contas, não ser coisa nenhuma”.

Como tal, Francisco Rodrigues dos Santos considerou que o CDS-PP representa “uma direita insubstituível que nenhum partido pode ocupar” e que “tem um espaço que tem de preservar”, comprometendo-se a colocar o partido “no lugar que merece e que sempre foi o seu, a direita que serve Portugal”.

“Sou de um partido popular que é de futuro, de família, de tradições, de gerações que respeitam tradições e que defende a vida e liberdade económica. Um partido patriótico que se orgulha da história do nosso país, do litoral, do interior e das ilhas. Este partido popular demonstra energia e captação de novos aliados. Estamos no caminho para endireitar Portugal. É impossível haver uma direita forte sem um CDS forte”, indicou.

ZAP // Lusa

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