Erdogan vence referendo e é o novo Sultão da Turquia

Tolga Bozoglu / EPA

O presidente da Turquia, Recep Erdogan

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, reivindicou esta noite a vitória no referendo constitucional e apelou aos seus apoiantes para celebrarem o resultado, enquanto a oposição denunciava manipulações e diz que vai contestar o resultado.

O presidente Recep Erdogan descreveu a vitória do “sim” no referendo de hoje como uma “decisão histórica” e pediu aos países estrangeiros para “respeitarem o resultado”.

O sistema presidencialista aprovado no referendo deste domingo dá mais poderes ao presidente turco e abre o caminho para que Erdogan possa governar até 2034.

Erdogan considerou que os resultados oficiais demonstram que o referendo destinado a reforçar os poderes presidenciais venceu com uma margem de 1,3 milhões de votos, com uma taxa de participação “de 86 por cento”.

O Presidente turco assumiu um tom conciliatório em declarações aos jornalistas em Istambul, numa referência aos resultados do referendo que hoje decorreu no país euroasiático. No entanto, avisou os críticos que “menosprezam” o resultado da consulta “que não o devem fazer, porque será em vão“.

O Presidente turco agradeceu aos eleitores, independentemente da sua opção de voto.

As principais forças da oposição já denunciaram uma fraude eleitoral e prometeram contestar os resultados que apontavam para uma vitória do “sim” com 51,35%, quando estavam contados 99,17% dos votos.

Numa referência à reintrodução da pena de morte, um tema que regressou à atualidade política turca na sequência do sangrento e fracassado golpe de Estado de julho de 2016, considerou que a questão “deverá ser discutida” com os líderes políticos do país, e eventualmente necessitar de um referendo.

Erdogan telefonou ao primeiro-ministro, Binali Yildirim, para o felicitar pelos resultados do referendo constitucional, após considerar “clara” a vitória do “sim”, e contactou com Devlet Bahçeli, dirigente do Partido Ação Nacionalista (MHP), que também participou na campanha pelo “sim”, apesar da oposição de parte considerável das suas bases.

Previamente, Bahçeli tinha já referido numa declaração que os eleitores turcos optaram “de livre vontade” pelas reformas que reforçam os poderes presidenciais e definiu os resultados como “um sucesso muito importante, uma vitória que torna a desistência e a negação impossíveis”.

O chefe da formação ultranacionalista, quarta força política no parlamento de Ancara, rejeitou ainda a “pressão, chantagem, imposição, pressão e ameaças de todo o mundo para que a escolha do ‘não’ triunfasse”.

O MHP apoiou o Presidente turco e seu Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) no projeto de alteração do sistema parlamentar na Turquia para um regime presidencialista.

Também o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Cavusoglu, se referiu ao nascimento de uma “nova Turquia” na sequência dos resultados.

Perante um grupo de apoiantes na cidade de Antalya, de onde é natural, disse. “A partir de hoje, existe uma verdadeira nova Turquia. Haverá estabilidade e confiança na nova Turquia”.

O primeiro ministro-turco Binali Yildirim também reclamou vitória, apesar de os resultados oficiais ainda não terem sido divulgados.

Lusa // Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. Por favor ZAP, voltamos a ter o incómodo dos anúncios laterais que é impossível fechar e não deixam ver as noticias…

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