Santander adia rescisões unilaterais (mas continua a negociar saídas)

Pranav Bhatt / Flickr

O Santander Portugal decidiu “adiar temporariamente” o programa de rescisões unilaterais que tinha anunciado no final de abril.

No final de abril, o Santander Portugal avançou com um programa de rescisões unilaterais, tendo-o qualificado como uma “medida de último recurso”. Os sindicatos reagiram, apontando que a administração lhes tinha assegurado “que só haveria saídas do banco por acordo com os trabalhadores”.

Agora, segundo o semanário Expresso, que teve acesso a uma nota interna enviada aos trabalhadores, a comissão executiva do banco decidiu “adiar temporariamente a aplicação de qualquer medida unilateral”.

A administração mantém, no entanto, “as propostas já apresentadas aos colaboradores envolvidos”, na expectativa de que “venham a ser aceites e possam evitar a aplicação de um despedimento coletivo, tal como previsto na lei”.

De acordo com o jornal, esta decisão foi tomada depois da reunião, esta quarta-feira, com o Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN), o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC) e o Sindicato da Banca, Seguros e Tecnologias – Mais Sindicato (Mais).

“O banco mantém-se disponível para analisar quaisquer propostas construtivas de diálogo que lhe venham a ser apresentadas por outras estruturas sindicais e representativas de trabalhadores, o que até à data não sucedeu“, refere-se na mesma nota.

O Santander mostra ainda a sua disponibilidade para que qualquer trabalhador possa “solicitar a apresentação de propostas de acordos de saída, independentemente da sua idade e da área em que esteja colocado”.

O banco já acordou a saída de 68 trabalhadores no primeiro trimestre – prevendo eliminar mais 100 a 150 postos -, numa altura em que anunciou uma quebra de mais de 70% nos resultados.

  ZAP //

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