Rússia suspende inspeções dos EUA ao seu arsenal nuclear. Autoridades ucranianas evitam assassínio do ministro da Defesa

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Maxim Shipenkov / EPA

Chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov

O ministério dos Negócios Estrangeiros russo avançou que vai suspender as atividades de inspeção às armas nucleares, prevista no acordo com os Estados Unidos (EUA), devido às restrições de viagens impostas por Washington e os seus aliados.

Segundo a agência Reuters, esta decisão se deve à “insistência de Washington” em retomar as inspeções “em condições que não têm em conta a realidade atual”, estando em causa as “vantagens unilaterais” dos EUA, que “privaram” a federação russa do seu direito de conduzir inspeções no território norte-americano.

O ministério sublinhou que o país continua comprometido com o tratado START, em vigor desde 2011, que limita o número de ogivas nucleares que os dois países podem ter, bem como o uso de mísseis terrestres e submarinos para as entregar.

O tratado inclui atividades de inspeção, uma troca de informações bianual e uma Comissão Consultiva Bilateral, que se reúne pelo menos duas vezes por ano.

De acordo com a Sky News, na semana passada, o Presidente norte-americano, Joe Biden, disse que a sua administração estava pronta para negociar uma substituição do tratado se a Rússia mostrasse vontade em retomar o controlo nuclear.

O Kremlin, por sua vez, disse que o tempo para negociar estava a acabar e que se não existisse um novo acordo até 2026, a segurança global ficaria fragilizada.

SBU evitam assassínio do ministro da Defesa

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) anunciou na segunda-feira que neutralizou uma tentativa de assassínio do ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, e do chefe de inteligência militar, Kyrylo Boudanov, acrescentando que deteve dois suspeitos do “serviço secreto russo”.

Como avançou a Reuters, estava também planeado um terceiro assassinato, nomeadamente de um ativista ucraniano. No entanto, a agência de notícias não conseguiu verificar de forma independente as informações do SUB.

Os suspeitos são alegadamente dois moradores da Ucrânia, um da região de Luhansk e outro de Kiev. Foi-lhes prometido 150 mil dólares, cerca de 147 mil euros, por cada homicídio. Ambos foram detidos na cidade de Kovel, no noroeste do país.

O SBU esteve envolvido numa polémica recentemente após o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, ter demitido o chefe do serviço, Ivan Bakanov, citando a existência de dezenas de casos de casos de colaboração com a Rússia. Este foi apenas uma das demissões numa série de afastamentos de altos cargos na Ucrânia.

Numa publicação no Telegram, o SBU divulgou um vídeo das detenções, onde é visível um grupo armado a derrubar e algemar dois homens vestidos à civil, enquanto estes se dirigiam para um carro.

“O inimigo não consegue vencer no campo de batalha, por isso recorre aos seus métodos habituais – tenta organizar assassinatos contra militares e líderes das autoridades ucranianas. Prova assim ao mundo inteiro, mais uma vez, que a Rússia é um estado terrorista que não segue quaisquer regras civilizadas”, avisou em comunicado o líder do SBU, Vasyl Malyuk.

“Compreendemos perfeitamente o que esperar da Federação Russa, pelo que agimos antecipadamente e neutralizamos as operações especiais do inimigo”, concluiu.

Armas russas com centenas de peças do Ocidente

Um novo relatório do Royal United Services Institute (RUSI) revelou que mais de 450 componentes produzidas no estrangeiro foram encontradas em armas russas utilizadas na guerra na Ucrânia, o que indica que Moscovo adquiriu tecnologia de empresas nos EUA, Europa e Ásia nos anos anteriores à invasão.

A inspeção técnica feita a cerca de 27 mísseis e outros equipamentos capturados indica que 317 dessas componentes foram adquiridas a empresas sediadas nos EUA, 34 no Japão e 30 em Taiwan. Há também peças fabricadas no Reino Unido, na Alemanha, na Suíça e nos Países Baixos.

Em 2014, após a anexação da Crimeia, foi proibida a exportação para a Rússia de bens de “uso duplo” para fins militares. Mas uma lacuna que não foi fechada até ao início da guerra na Ucrânia permitiu que as empresas europeias continuassem a enviar material, desde que assegurassem que não seria utilizado com objetivo militar.

O relatório do RUSI indicou ainda que a Rússia, face à “degradação da capacidade militar”, montou uma “rede clandestina” de espiões para tentar encontrar substitutos para componentes às quais não pode mais aceder devido às sanções aplicadas.

Rússia lança satélite iraniano alvo de acusações

A Rússia colocou esta terça-feira em órbita um satélite de observação iraniano, que fontes militares ocidentais disseram poder ser utilizado pelo Kremlin para apoiar a invasão da Ucrânia, uma acusação negada pelo Irão.

O lançamento do satélite Khayyam, através de um foguete Soyuz, estava programado a partir da base russa de Baikonur, no Cazaquistão, às 10:52 (06:52 em Lisboa), segundo a agência espacial russa, Roscosmos, citada pela agência Lusa.

O satélite, batizado em homenagem ao poeta e estudioso persa Omar Khayyam (1048-1131), visa “monitorizar as fronteiras do país”, melhorar a produtividade agrícola, controlar os recursos hídricos e desastres naturais, informou a agência espacial iraniana.

Os EUA têm acusado o programa espacial iraniano de se destinar a fins mais militares do que comerciais, enquanto Teerão garante que as atividades aeroespaciais são pacíficas e respeitam as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em 04 de agosto, fontes militares ocidentais não identificadas disseram ao Washington Post que a Rússia “pretende usar o satélite por vários meses” para apoiar a invasão da Ucrânia, antes de ceder o controlo do satélite ao Irão.

“Todas as ordens relacionadas ao controlo e operação deste satélite serão emitidas, a partir do primeiro dia e imediatamente após o lançamento, por especialistas iranianos baseados no Ministério das Comunicações iraniano”, disse a agência espacial iraniana, em comunicado, no domingo.

“Nenhum país terceiro pode aceder aos dados” enviados pelo satélite através de um “algoritmo de encriptação”, assegurou a agência.

Em outubro de 2005, a Rússia já havia lançado o primeiro satélite iraniano, Sina-1, da base de Plesetsk, no noroeste da Rússia.

  Taísa Pagno , ZAP //

5 Comments

  1. Por enquanto a guerra nuclear global não nos ameaça. Os discípulos perguntaram a Jesus: “Conte para nós quando é que isso vai acontecer. Que sinal haverá para mostrar quando é que todas essas coisas vão começar?” (Marcos 13:4, NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje) Jesus disse: “Quando ouvirem falar em guerras e insurreições, que o pânico não se apodere de vocês. De facto, estas coisas têm de acontecer, mas o fim [τελος – neste contexto: cumprimento (do sinal)] não chegará imediatamente.” (Lucas 21:9, O Livro)
    “Vocês ouvirão falar de guerras e ameaças de guerras, mas não entrem em pânico. Sim, é necessário que essas [todas (incluindo anunciado em Daniel 11:29)] coisas ocorram, mas ainda não será o fim [τελος – neste contexto: cumprimento (do sinal)].” (Mateus 24:6, NVT)
    A guerra nuclear global (este será o cumprimento do sinal de Jesus) vai começar com um conflito étnico: “Porquanto se levantará nação contra nação” (como em 2008 na Geórgia).(Mateus 24:7)
    O profeta Daniel escreve: “No tempo designado [o rei do norte] voltará [as tropas russas voltarão para onde estavam anteriormente estacionadas. Isto também significa ação militar, grande crise, desintegração da União Europeia e da NATO. Muitos países do antigo bloco de Leste voltará à esfera de influência russa]. E entrará no sul [este será o início de uma guerra nuclear], mas não serão como antes ou como mais tarde [as atuais ações militares não conduzirão a uma guerra nuclear global. Esta guerra só começará após o retorno do rei do norte, e por causa do conflito étnico], porque os habitantes das costas de Quitim [o distante Ocidente, ou para ser mais preciso, os americanos] virão contra ele, e (ele) se quebrará [mentalmente], e voltará atrás”. (Daniel 11:29, 30a) Desta vez será uma guerra mundial, não só pelo nome. A “poderosa espada” também será usada. (Apocalipse 6:4) Jesus o caracterizou assim: “coisas atemorizantes [φοβητρα] tanto [τε] quanto [και] extraordinárias [σημεια] do [απ] céu [ουρανου], poderosos [μεγαλα] serão [εσται].” É precisamente por causa disso haverá tremores significativos ao longo de todo o comprimento e largura das regiões [estrategicamente importantes], e fomes e pestes.
    Muitos dos manuscritos contém as palavras “e geadas” [και χειμωνες].
    A Peshitta Aramaica: “וסתוא רורבא נהוון” – “e haverá grandes geadas”. Nós chamamos isso hoje de “inverno nuclear”. (Lucas 21:11)
    Em Marcos 13:8 também há palavras de Jesus: “e desordens” [και ταραχαι].
    A Peshitta Aramaica: “ושגושיא” – “e confusão” (sobre o estado da ordem pública).
    Este sinal extremamente detalhado se encaixa em apenas uma guerra.
    Mas todas essas coisas serão apenas como as primeiras dores de um parto. (Mateus 24:8)
    Este será um sinal de que o “dia do Senhor” (o período de julgamento) realmente começou. (Apocalipse 1:10; 2 Tessalonicenses 2:2)

  2. Então agora, passados todos estes meses, o importador libanês que ia receber os primeiros cereais saídos de Odessa, no principio do mês, já não os quer! Deixaram de fazer falta, é? Estranho! Bem sei que passou muito tempo, mas o navio já saíu de Odessa há uns dias e ele tinha de saber o que se passava, ou não? E os cereais continuam a faltar, não?
    Cheira-me a mãozinha russa nisto…

    • J. Galvao, Fofinhos o que me preocupa são os Paises que durante meses foram ameaçados de FOME / MORTE por falta de cereais, e hoje MILHOES de Kilos no alto mar e ninguém os quer reclamar ??? então a reclamada FOME desapareceu ??? ou estiveram a usar a dita Fome para nos pressionar a ter pensamentos políticos direcionados , Fofinhos Peçam a PAZ para acabar com estes criminosos negocios.

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