O novo robô da Toyota pendura-se no teto como um morcego (e ajuda nas tarefas domésticas)

O Toyota Research Institute (TRI) desenvolveu recentemente um braço robótico que os especialistas acreditam ser o futuro dos robôs domésticos integrados no ambiente.

A população está a envelhecer a um ritmo muito rápido, um problema para muitos países que lutam cada vez mais afincadamente para encontrar recursos para cuidar dos idosos. Com este problema em mente, a divisão de robótica da Toyota decidiu concentrar esforços no desenvolvimento de ajudantes mecânicos para o lar.

Segundo o The Verge, o objetivo é adaptar os robôs para que estas máquinas operem em ambientes complexos e não estruturados, como as nossas casas. “Ao contrário das fábricas, onde o ambiente é estruturado e programável, os ambientes humanos naturais, como as nossas casas, são desestruturados e diversos”, explicou o Toyota Research Institute (TRI).

A 30 de setembro, este departamento da Toyota lançou um vídeo com um passeio em 360° que mostra alguns destes ambientes com robôs adaptados. O foco é sempre o mesmo: a assistência domiciliar para lidar com a questão do envelhecimento da população.

Em comunicado, a empresa avançou que, “de acordo com as Nações Unidas, nas próximas três décadas, a população global com mais de 65 anos deve mais do que duplicar”. “Isso significa que mais de 1,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo terão 65 anos ou mais até 2050.”



À medida que as sociedades envelhecem, haverá uma procura crescente de sistemas que permitam às pessoas viver de forma independente durante mais tempo.

“A pesquisa robótica do TRI está focada no ambiente domiciliar porque é nesse ambiente que os robôs podem oferecer a maior ajuda para alcançar a realização humana. É também um dos ambientes mais complexos para os robôs dominarem”, justificou Max Bajracharya, vice-presidente de robótica do Toyota Research Institute.

Uma das soluções passa por prender um braço robótico ao teto, de modo a que a máquina seja capaz de realizar tarefas como limpar a bancada ou pôr a máquina de lavar a loiça a funcionar. Este projeto foi inspirado nas casas japonesas, nas quais o espaço limitado restringiria a capacidade de um robô operar.

Imaginando uma casa construída com robôs integrados diretamente na arquitetura, os especialistas do TRI usaram realidade virtual para treinar as máquinas: os humanos realizaram as ações desejadas, como limpar uma mesa, e os movimentos foram depois programados nos robôs.

Não está nos planos da Toyota comercializar esta tecnologia, uma vez que estes robôs são protótipos cujo único intuito é acelerar a pesquisa levada a cabo pelos investigadores do TRI. Para o instituto, o desafio passa por desenvolver uma robótica “centrada no ser humano”, na qual cada pessoa representa um caso único.

“O objetivo não é apenas dar gadgets às pessoas, mas encontrar maneiras de permitir que as pessoas alcancem a realização e ajudem a sociedade, cada uma à sua maneira.”

ZAP //

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