Reino Unido vacinou 20 milhões com 1.ª dose. País deteta casos de variante de Manaus

Carlos Ramirez / EPA

O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, anunciou no domingo que mais de 20 milhões de pessoas no Reino Unido já receberam a primeira dose da vacina contra covid-19.

“Estou absolutamente encantado por informar que mais de 20 milhões de pessoas foram vacinadas em todo o Reino Unido. É absolutamente fantástico. Quero agradecer a cada pessoa que veio para receber a dose”, afirmou Hancock, num vídeo no Twitter, citado no domingo pelo Expresso.

Nos últimos sete dias, morreram 2341 pessoas com o vírus, uma queda de 32% relativamente a igual período da semana anterior, e o novos casos diminuiram 17%. Desde o início da pandemia, houve 122.705 mortes e 4.170.519 infeções no Reino Unido.

A União Europeia (UE) estima que dentro de duas a três semanas “tudo vai funcionar normalmente” na produção e distribuição de vacinas contra a covid-19 nos Estados-membros, indicou a comissária da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira.

“A nossa expectativa é que dentro de duas, três semanas, tudo vá funcionar normalmente com os níveis de produção e de distribuição muito mais fortes do que até agora”, disse, em entrevista à agência Efe.

À medida que se alcance a “velocidade de cruzeiro”, os países terão de concentrar-se na “capacidade” de administrar as vacinas, indicou, rejeitando a ideia de que a UE esteja muito atrasada na campanha de vacinação relativamente a outros países, como os Estados Unidos, o Reino Unido ou Israel.

Reino Unido deteta seis casos da variante do Brasil

Seis casos da variante do novo coronavírus com origem em Manaus, no Brasil, foram detetados no Reino Unido, indicou no domingo a autoridade de saúde britânica, citada pela agência Lusa. Segundo os responsáveis sanitários, esta variante tem as mesmas mutações que a identificada pela primeira vez na África do Sul, apontada como mais transmissível.

Os especialistas temem que esta estirpe do SARS-CoV-2, que pode ser mais contagiosa do que o vírus original, seja resistente às vacinas contra a covid-19 que estão a ser administradas no Reino Unido (Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford).

Mário Oliveira / SEMCOM

Três dos seis casos da variante de Manaus detetados no Reino Unido localizam-se em Inglaterra e os restantes na Escócia, mas não há qualquer ligação entre ambos. Duas das pessoas detetadas em Inglaterra pertencem à mesma família, do sul de Gloucester, que tinham estado no Brasil antes de o Governo britânico impor restrições aos viajantes.

Os três casos da estirpe de Manaus identificados na Escócia correspondem a residentes que regressaram de uma viagem ao Brasil e que fizeram escala em Paris e Londres.

O Governo britânico suspendeu em janeiro voos procedentes de Portugal, do Brasil e outros países da América do Sul, bem como da África do Sul, Angola e Moçambique para conter a propagação das novas variantes.

Em Portugal já foram identificados sete casos da variante do novo coronavírus com origem no Brasil, anunciou há uma semana o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

 

 

 

Vacina da Johnson & Johnson distribuída em abril na UE

A Agência Europeia do Medicamento deve aprovar no início de março a vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson, que até abril deve começar a ser distribuída pela UE, revelou no domingo a ministra francesa da Indústria.

O sinal verde da UE será concedido “no início de março, já que a Agência Europeia de Medicamentos está a rever todas as informações que a Johnson & Johnson lhe comunicou para poder colocar essa vacina no mercado”, disse Agnès Pannier-Runacher ao canal de televisão France 3.

A ministra adiantou que as primeiras doses devem “chegar no final de março ou início de abril porque há um prazo para a produção das doses”, o que “ainda está em discussão com o laboratório”. “Essa é uma notícia muito boa porque esta vacina é de dose única, porém é possível que precise de reforços, ainda não sabemos”, alertou.

No sábado, o regulador do medicamento norte-americano aprovou a vacina de dose única da Johnson & Johnson para pessoas com mais de 18 anos, tornando-se a terceira vacina aprovada no país, além da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

Christian Bruna / EPA

A ministra francesa avançou que o plano passa pela chegada à Europa de 600 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até o final de junho.

De acordo com a autoridade do medicamento dos Estados Unidos (EUA), a vacina produzida pela Janssen, do grupo Johnson & Johnson, protege contra a covid-19 grave. Segundo os ensaios clínicos finais, uma dose tem 85% de eficácia contra as manifestações mais graves da doença.

 

Bolsonaro: “A saúde no Brasil sempre teve problemas”

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, desvalorizou no domingo a situação crítica que vive o sistema de saúde no Brasil por causa da pandemia, dizendo que “a saúde sempre teve os seus problemas”.

“A saúde no Brasil sempre teve os seus problemas. A falta de UTIs (unidades de tratamentos intensivos) é um deles e certamente um dos piores”, escreveu no Twitter, numa altura em que o sistema de saúde brasileiro apresenta sinais de quase rutura em algumas regiões.

Bolsonaro, um dos líderes mundiais mais céticos sobre a gravidade da pandemia, que chegou a apelidar de “gripezinha”, insistiu na crítica ao confinamento. “Hoje, ao fecharem o comércio e novamente te obrigar a ficar em casa, vem o desemprego em massa com consequências desastrosas para o país”, disse o Presidente brasileiro.

O Brasil é um dos países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, com mais de 255 mil mortes por covid-19 e 10,5 milhões de contágios, tendo completado no sábado a contagem de cinco dias consecutivas com mais de 1300 mortes diárias.

A capital, Brasília, é uma das cidades mais afetadas e onde a ocupação de camas de cuidados intensivos está a 98% da sua capacidade, obrigando as autoridades locais a aplicar medidas para diminuir a mobilidade e evitar ajuntamentos de pessoas, com encerramento de lojas e serviços por 15 dias a partir de domingo.

Inicialmente, as restrições eram por tempo indeterminado e permitiam apenas o funcionamento de serviços essenciais, como supermercados, mercearias, postos de gasolina, comércio de medicamentos, clínicas médicas e odontológicas, laboratórios, clínicas veterinárias e “cultos, missas e rituais de qualquer credo ou religião”.

Covid-19 já provocou 2.526.075 mortes

No domingo, a agência AFP relatou que o novo coronavírus matou pelo menos 2.526.075 pessoas em todo o mundo, tendo sido registados mais de 113.758.510 casos infeções, dos quais pelo menos 69.695.100 foram considerados curados.

Mário Cruz / Lusa

Em França, no mesmo dia, foram registados 19.952 novos casos de contaminação, fazendo subir o total para 3.755.968. O número de mortes caiu para 122, totalizando 86.454. Entre 15 e 20% da população francesa já está imunizada, segundo o diretor-geral de Saúde, Jérôme Salomon.

Em Itália, houve 17.455 novos casos e 192 mortes nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde, sendo recomendado o encerramento das escolas nas áreas mais atingidas. No total, 2.925.265 pessoas foram infetadas, tendo-se registado 97.699 mortos. Dos atuais 422.365 casos ativos, 20.869 estão internados.

Também no domingo, a Alemanha registou 7890 novos casos e 157 mortes, anunciou o Instituto Robert Koch (RKI) de virologia, sinalizando um aumento geral. A incidência semanal manteve-se em 63,8 contágios por 100.000 habitantes. No total, a Alemanha registou 2.444.896 casos, 70.756 mortes e 2.248.200 recuperações.

Já o México registou 783 mortes no mesmo período, acumulando 185.257 óbitos, disseram no sábado as autoridades mexicanas. Foram detetados 7512 contágios, elevando o total para 2.084.128, sendo o terceiro país do mundo com mais mortes, atrás dos Estados Unidos e do Brasil.

Israel, onde mais de um terço da sua população foi vacinada, concordou em dar aos funcionários de saúde palestinianos 5.000 doses da Moderna Inc, das quais distribuiu 2.000. Agora, o Estado disse que irá oferecer vacinas Moderna aos cerca de 130.000 palestinianos que trabalham em Israel ou nos seus colonatos na Cisjordânia.

Guiné-Bissau, por sua vez, registou mais 15 casos, acumulando 3262, segundo os dados de sábado divulgados pelo Alto Comissariado para a covid-19. Foram internadas 15 pessoas, havendo 595 casos ativos e 12 recuperados, num total de 2613. A covid-19 já provocou a morte a 48 pessoas no país.

O Irão iniciou no domingo os ensaios clínicos da vacina contra a covid-19 de fabrico local Razi Cov Pars, desenvolvida pelo Instituto de Investigação de Vacinas Razi. A primeira dose foi dada a dois voluntários. Esta vacina consiste em duas injeções e uma administração intranasal inalada e emprega novas versões de combinação da proteína spike.

As Filipinas receberam o seu primeiro lote de vacinas no domingo, sendo o segundo país do sudeste asiático com maior número de infeções e mortes por coronavírus. As 600.000 doses de vacina doadas pela China, destinadas aos trabalhadores da saúde, estão programadas para começar na segunda-feira.

A Nigéria receberá o seu primeiro lote de vacinas da Oxford/AstraZeneca na terça-feira.

ZAP ZAP / Lusa //

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