Reembolso de IRS para recibos verdes vai subir em 2019

Na Primavera, quando preencherem a declaração de IRS, os trabalhadores a recibos verdes irão sentir os efeitos da alteração feita ao indexante de apoios sociais. Esta mudança no mínimo de existência garante a isenção de IRS a 54 mil trabalhadores independentes.

Os trabalhadores a recibos verdes vão começar a sentir, na primavera de 2019, os efeitos de terem passado a estar abrangidos pelo mínimo de existência. Com Orçamento do Estado para 2018, o mínimo de existência – que define um mínimo de rendimento livre de impostos – passou a abranger os trabalhadores independentes.

Assim, o efeito chegará na primavera com a entrega da declaração do IRS e isto significa para muitos trabalhadores independentes não pagar qualquer imposto.

O indexante de apoios sociais deverá aumentar cerca de sete euros em janeiro e com ele sobe também o mínimo de existência, que passará dos atuais 9006,9€ para 9156€. Como explica a Renascença, ao aumentar-se o indexante de apoios sociais em cerca e sete euros, perto de 54 mil contribuintes irão ser abrangidos por aquele mínimo de rendimento livre de impostos.

Como avança o Jornal de Notícias esta quarta-feira, quem ganha até nove mil euros por ano (isto é, perto de 642 euros por mês) fica isento de pagamento do imposto sobre o rendimento, o que até agora não acontecia.

Conjugada com a mudança nos escalões, esta medida fará com que um trabalhador que passe recibos verdes de cerca de 750 euros por mês passe a pagar zero euros de IRS neste ano, contra os 728 que habitualmente era chamado a pagar (ainda que parte fosse recuperada através das deduções à coleta).

Mas as mudanças não ficam por aqui. Outra das novidades para os trabalhadores a recibo verde é a obrigatoriedade de faturas: o fisco exige que uma parte das despesas destes trabalhadores seja agora justificada através de fatura. Até agora, a máquina fiscal assumia automaticamente que 25% do rendimento eram despesas.

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

    • A direita, que não está ressabiada, diz que a esquerda geringonceira é sempre igual, aplica sempre o truque do toma lá, dá cá!
      Os ingénuos que se iludam…

      “…Mas as mudanças não ficam por aqui. Outra das novidades para os trabalhadores a recibo verde é a obrigatoriedade de faturas: o fisco exige que uma parte das despesas destes trabalhadores seja agora justificada através de fatura. Até agora, a máquina fiscal assumia automaticamente que 25% do rendimento eram despesas.”

      • Alô Rés-do-Chão (RC), aqui Primeiro Andar:

        A citação que você fez, só reforça mais o meu ponto e dá um excelente exemplo de uma boa medida. Que sentido fazia essa medida que já vinha da Era Passista, de assumir 25% do rendimento? Então e se eu tiver facturas que provem que eu gastei 50% ou mais do rendimento? Vamos supor que eu estou a começar um negócio e tive um investimento incial em computadores e outra maquinaria… Porque carga de água vou ter um tecto de 25%? E por outro lado, porque é que eu vou deduzir 25% de despesas se não tiver tido despesas nenhumas?.. Bem, isso dos 25% é que era uma senhora estupidez!.. Além disso a obrigatoriedade de apresentação de facturas, só aborrece quem não for sério. A si pelos vistos aborrece um bocado.

  1. Hipocrisia estes impostos não são para função pública.Esses tem direito a emprego .Se produzirem ou não tanto faz .Esta garantido e assim se mantém geringonça depois queixam-se- do Bolsonaro.

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