Rangel quer legislativas no fim de Fevereiro. Poaires Maduro vai coordenar programa eleitoral

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Rangel defende que as legislativas devem ser em Fevereiro para que os partidos da direita tenham tempo de organizar os seus assuntos internos antes de irem a votos. Rio quer o sufrágio em Janeiro.

Com uma crise política e eleições legislativas à vista, a direita tem ainda mais preocupações devido às suas disputas internas. O PSD é um dos partidos em questão e o candidato Paulo Rangel, que vai a votos contra Rui Rio a 4 de Dezembro defende que as legislativas sejam marcadas para o final de Fevereiro, apesar dos apelos de várias figuras políticas, incluindo Rio e Marcelo Rebelo de Sousa, a que as eleições se realizem o mais rapidamente possível e preferencialmente ainda em Janeiro.

Rangel acredita que o fim de Fevereiro é a melhor altura porque dá tempo aos partidos da direita de arrumar a casa antes de irem a votos. “Na nossa opinião, o final de fevereiro será um prazo racional, rápido e razoável para a realização das eleições legislativas. Ele permitirá a estabilização dos órgãos dos partidos que têm congressos ou eleições no final de 2021, permitirá uma preparação cuidada das listas de deputados, permitirá minimizar os riscos de pandemia e do inverno em tempos de campanha. Por isso, parece-nos que seria adequado, em nada prejudica o interessa nacional uma data que aponte para o dia 20 ou 27 de fevereiro para as eleições antecipadas”, defendeu.

Este apelo surge depois de Rangel se ter encontrado com Marcelo Rebelo de Sousa, numa audiência onde falou com o Presidente da República sobre a “pressa excessiva” para os prazos eleitorais, avançou o Expresso. Uma fonte confirmou ao semanário que o chefe de Estado não lhe deu garantias sobre quando iria marcar as datas, mas que não quer atropelar as eleições internados do PSD e CDS. “O Presidente respeitará os processos internos dos partidos sem que isso signifique ceder a interesses de qualquer uma das partes envolvidas”, afirmou.

Rangel quer também antecipar o Congresso Nacional marcado para Janeiro e já tem as assinaturas necessárias para fazer esse pedido. Segundo noticiou o Público ontem, o adversário de Rio já conseguiu recolher as 25 assinaturas com vista à convocação de um conselho nacional extraordinário do PSD no qual vai pedir a antecipação do Congresso para meados de Dezembro, em vez das datas actuais de entre 14 e 16 de Janeiro de 2022.

As listas dos candidatos à Assembleia da República devem ser apresentadas com 41 dias de antecedência, o que significa que caso o acto eleitoral seja em Janeiro, as listas têm de estar fechadas em Dezembro — mas acontece que a 4 de Dezembro há directas no PSD, o que pode levar a que seja Rio a escolher os candidatos a deputados mesmo que Rangel vença, já que o vencedor das directas só tomará posse no Congresso que Rangel quer agora antecipar.

O candidato a líder do PSD também criticou a reacção de Rui Rio à notícia de que o Presidente tinha recebido Rangel em Belém, algo que o presidente do PSD soube através dos jornalistas, à saída da votação do OE. Rio disse que achar era “muito estranho” que Marcelo tenha recebido “um putativo candidato à liderança de um partido” e que não era “minimamente aceitável” que o PR combinasse coisas com um candidato a líder da oposição.

“Verbero a forma como tratou o Presidente da República, não acho que seja próprio de um candidato a primeiro-ministro, mas isso ele saberá”, condenou Rangel.

Questionado sobre a sua audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, na terça-feira, o eurodeputado reiterou ter-se tratado de uma audiência “de cortesia”, que pediu para lhe explicar os motivos da sua candidatura, “prática corrente de candidatos à liderança dos partidos”.

Sobre o ‘timing’ em que foi recebido, quando no parlamento já decorria o debate na generalidade do Orçamento, Rangel defendeu que “se fosse depois da crise política, talvez até tivesse um significado maior”.

Paulo Rangel anunciou também Miguel Poiares Maduro, antigo Ministro da Presidência de Passos Coelho, vai ser o coordenador das bases do programa eleitoral da sua candidatura. O economista Fernando Alexandre fica responsável pela base económica.

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Rui Rio já defendeu ontem que, na sequência do chumbo do Orçamento e da dissolução da Assembleia, as eleições legislativas antecipadas deviam acontecer o mais depressa possível. Dezembro “é rápido demais”, mas Janeiro seria a altura indicada, já que “arrastar isto só atrasa mais o país

A decisão está agora nas mãos do Presidente da República, que recebeu ontem António Costa e Ferro Rodrigues em Belém. No sábado, tem encontros marcados com os partidos com assento parlamentar.

  Adriana Peixoto, LUSA //

4 Comments

  1. Se um fulano destes um dia for eleito considero fortemente começar a aprender russo … Não podemos trocar o nosso governo pelo Putin? Pode ser um bandido igual mas ao menos é competente …

    • Deves estar a fazer confusão! O 44 já esteve preso e para lá voltará brevemente. O Vara idem. O Pinho ainda anda solto mas vai ser durante pouco tempo. E do governo que agora se prepara para terminar funções ainda vão lá parar uns quantos.

      • O 44? Quem é o 44? Mais um Homosexbichgay como este ? Um a beber por Paris, outro a beber por Bruxelas … Assim como assim mais vale ter um Putin que apesar de ser chamado de bandido não alinha em bichanices nem em tentativas de ensinar a crianças os ensinamentos ldbqlowIQ.

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