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O presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin
O presidente da Rússia apela à reforma do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional antes da sua cimeira deste domingo com o homólogo chinês, Xi Jinping.
O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou as sanções ocidentais “discriminatórias”, apoiadas por um sistema financeiro injusto, num momento em que a economia do seu país enfrenta dificuldades e se encontra à beira da recessão, fragilizada pelas restrições comerciais e pelos custos da guerra na Ucrânia.
As declarações foram feitas numa entrevista à agência oficial chinesa Xinhua, publicada neste sábado, na véspera da sua viagem à China, onde se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping, e assistirá a um desfile de grande escala para assinalar o fim da Segunda Guerra Mundial, após a rendição formal do Japão.
“É essencial pôr fim à utilização das finanças como instrumento de neo-colonialismo, o que contraria os interesses da Maioria Global”, afirmou Putin.
“Juntamente com os nossos parceiros chineses, apoiamos a ideia de uma reforma do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Partilhamos a convicção de que um novo sistema financeiro deve assentar na abertura e na verdadeira equidade”, acrescentou, numa entrevista marcada por elogios à China.
Um novo sistema financeiro, disse, “garantiria um acesso igual e não discriminatório às suas ferramentas para todos os países, refletindo a posição real dos Estados-membros na economia mundial”.
“Estou confiante de que a Rússia e a China continuarão a trabalhar em conjunto para alcançar este nobre objetivo, alinhando os nossos esforços para assegurar a prosperidade das nossas grandes nações”, afirmou ainda.
Putin estará na China, o maior parceiro comercial da Rússia, de domingo a quarta-feira, numa visita de quatro dias que o Kremlin classificou de “sem precedentes”., e durante a qual irá assistir ao desfile militar na capital chinesa, que assinala o fim da Segunda Guerra Mundial.
Quando os países ocidentais cortaram relações com Moscovo, após a invasão em grande escala da Ucrânia, foi a China que acudiu à Rússia, comprando petróleo russo e fornecendo bens, desde automóveis a produtos eletrónicos, que elevaram o comércio bilateral a um recorde de 245 mil milhões de dólares em 2024, realça a Al Jazeera.
Segundo Putin, a China é atualmente, de longe, o principal parceiro comercial da Rússia em volume de trocas, realizadas quase na totalidade em rublos russos e yuan chineses.
A Rússia é também um dos principais exportadores de petróleo e gás para a China, e ambos os países continuam a trabalhar em conjunto para reduzir barreiras ao comércio bilateral, acrescentou.
Putin e Xi, que já se encontraram mais de 40 vezes na última década, declararam em 2022 uma parceria estratégica “sem limites”.
O Putin devia pensar mais o que anda a fazer porque a Alemanha está a uns pontos de começar a responder as provocações e ataques. Não me parece ser boa ideia acordar o Alemão…. outra vez.