Putin condena “crime desprezível” de assassínio de filha de ideólogo do Kremlin. Ucrânia nega culpa

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EPA / Mikhail Klimentyev / KREMLIN

O Presidente russo, Vladimir Putin, classificou hoje como “crime desprezível” o assassínio da filha de um ideólogo que apoiava a ofensiva na Ucrânia, numa explosão do carro perto de Moscovo, que o Kremlin atribui a Kiev.

“Um crime desprezível e cruel acabou prematuramente com a vida de Daria Dugina, uma pessoa brilhante e talentosa com um coração verdadeiramente russo”, disse Putin numa mensagem de condolências divulgada pelo Kremlin aos familiares da jovem assassinada no sábado.

Jornalista e cientista política nascida em 1992, Dugina era filha de Alexander Dugin, um ideólogo e escritor ultranacionalista que promove uma doutrina expansionista e que se apresenta como feroz defensor da ofensiva russa na Ucrânia.

“O assassínio foi preparado e cometido por serviços especiais ucranianos“, disse o FSB, a principal agência de informações da Rússia, num comunicado citado por agências russas.

Segundo as agências de informação russas, o carro conduzido por Daria Dugina foi alvo de um ataque de uma mulher de nacionalidade ucraniana, nascida em 1979, identificada pelo FSB como Natalya Vovk, que chegou à Rússia em julho com a filha menor, nascida em 2010.

Os serviços de informações dizem que Vovk, alugou um apartamento no prédio onde Dugina morava e a seguiu, acrescentando que tinha estado mesmo num festival em que a vítima e a sua filha tinham comparecido, antes do assassínio.

A Ucrânia já negou qualquer envolvimento no assassínio.

Daria Dugina morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite, e as autoridades russas anunciaram de imediato a suspeita de um atentado que poderia ter como alvo Alexander Dugin.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

  Lusa //

10 Comments

  1. A Ucrânia mais uma vez a mostrar quem é.
    Não faltam relatos de televisões estrangeiras a mostrarem que os ucranianos bombardeiam o seu próprio povo.
    Como todos sabem ou deviam de saber a invasão russa da Ucrânia foi para travar o extermínio consecutivo há 8 anos de milhares de cidadãos de origem russa nas regiões de Lugansk e Donetsk por parte do exército ucraniano nazi.
    Força Putin!
    Os portugueses estão ctg.

    • A Ucrânia… hahahaaaaaa…
      Não faltam comentários teus onde se nota que tens uma inteligência acima da média!…
      O Putin gosta deles assim como tu…

      Isto claramente foi obra interna da Rússia e só alguém muito limitado é que não percebe que, tendo a Ucrânia capacidade para fazer isto em Moscovo, não ia escolher um teorico, mas sim alguém responsável pela parte operacional tipo um general, etc!!
      Mas isso já é demais para ti…

  2. Assim o pai já fica a saber sobre a dor de perder um ente querido e talvez pare com a ideologia de ataque à Ucrânia. Quantos mais russos e ucranianos têm de morrer para safisfazer a ambição de poder do Putin, o Hitler do século XXl???

    • E e bastante provável que tenha sido obra interna da Rússia!…
      Com esta capacidade, a Ucrânia não ira desperdiçar a oportunidade com um teórico quando podia eliminar algum chefe operacional ligado directamente à invasão (general, etc).

      • Claro que sim! A Ucrânia , na situação em que está, tem actualmente, outras prioridades.
        Só que o Kremlin e o próprio pai têm de arranjar retórica para culpar alguém ligado à Ucrânia, que é o que serve à sua propaganda. Vamos ouvir o Lavrov e outros…
        É um crime hediondo a morte da Dugina, não constitui qualquer crime a morte de dezenas ou centenas de ucranianos desconhecidos por dia e ou de centenas de crianças, desde o início da invasão militar.
        A elite russa está louca e grande parte da população desconhece a verdade. Vai ser lindo quando acordarem….

  3. Para onde estamos indo agora? O profeta Daniel escreve: “E [o rei do norte = Rússia desde a segunda metade do século XIX. (Daniel 11:27)] tornará para a sua terra com muitos bens [1945], e o seu coração será contra a santa aliança [a União Soviética introduziu o ateísmo estatal e os crentes foram perseguidos]; e vai agir [isso significa alta atividade no cenário internacional], e voltará para a sua terra [1991-1993. A dissolução da União Soviética e o Pacto de Varsóvia. As tropas russas retornaram a sua terra]. No tempo designado voltará [as tropas russas voltarão para onde estavam anteriormente estacionadas. Isto também significa ação militar, grande crise, desintegração da União Europeia e da NATO. Muitos países do antigo bloco de Leste voltará à esfera de influência russa]. E entrará no sul [este será o início de uma guerra nuclear], mas não serão como antes ou como mais tarde [as atuais ações militares não conduzirão a uma guerra nuclear global. Esta guerra só começará após o retorno do rei do norte, e por causa do conflito étnico], porque os habitantes das costas de Quitim [o distante Ocidente, ou para ser mais preciso, os americanos] virão contra ele, e (ele) se quebrará [mentalmente], e voltará atrás”. (Daniel 11:28-30a) Desta vez será uma guerra mundial, não só pelo nome. A “poderosa espada” também será usada. (Apocalipse 6:4) Jesus o caracterizou assim: “coisas atemorizantes [φοβητρα] tanto [τε] quanto [και] extraordinárias [σημεια] do [απ] céu [ουρανου], poderosos [μεγαλα] serão [εσται].” É precisamente por causa disso haverá tremores significativos ao longo de todo o comprimento e largura das regiões [estrategicamente importantes], e fomes e pestes.
    Muitos dos manuscritos contém as palavras “e geadas” [και χειμωνες].
    A Peshitta Aramaica: “וסתוא רורבא נהוון” – “e haverá grandes geadas”. Nós chamamos isso hoje de “inverno nuclear”. (Lucas 21:11)
    Em Marcos 13:8 também há palavras de Jesus: “e desordens” [και ταραχαι].
    A Peshitta Aramaica: “ושגושיא” – “e confusão” (sobre o estado da ordem pública).
    Este sinal extremamente detalhado se encaixa em apenas uma guerra.
    Mas todas essas coisas serão apenas como as primeiras dores de um parto. (Mateus 24:8)
    Este será um sinal de que o “dia do Senhor” (o período de julgamento) realmente começou. (Apocalipse 1:10; 2 Tessalonicenses 2:2)

    • Jesus não existiu. Foi inventado décadas depois pelos autores dos evangelhos. É uma personagem fictícia feita para encaixar em profecias antigas, e veicula correntes filosóficas também antigas, como o Zoroastrismo.
      Não há registo histórico nem de Jesus nem dos eventos que ele alegadamente protagonizou em documentos contemporâneos independentes, nomeadamente documentos da burocracia romana que governava na altura.
      Quanto ao profeta Daniel, duvido muito que ele estivesse preocupado com a NATO…

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