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PSP proibida de abastecer combustível e com ordens para circular pouco

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“A Segurança pública está em causa”. A denúncia é dos sindicatos da polícia que revelam ordens internas recebidas por vários agentes da PSP para não abastecerem os carros de serviço e para pouparem no combustível, circulando apenas o mínimo possível.

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, revela à Rádio Renascença (RR) que vários agentes da PSP estão a ser informados de que os abastecimentos de combustível dos carros de serviço estão proibidos até novas ordens.

Armando Ferreira nota que o SINAPOL tem recebido emails de “várias partes do país”, com “elementos policiais” a darem “ordens a outros elementos policiais” naquele sentido.

“Em alguns casos dizia-se que estão proibidos os abastecimentos das viaturas policiais, que as viaturas policiais só devem circular para ocorrências, se ficarem sem combustível terão de informar por e-mail”, relata Armando Ferreira na RR.

Noutras mensagens de email, “diziam que se a viatura ficar sem combustível terá de ser pedida devida autorização à área de logística e finanças para que seja justificado e autorizado o abastecimento da viatura”, refere ainda o presidente do SINAPOL.

Armando Ferreira nota que o sindicato já pediu esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna e à Direcção Nacional da PSP, sem ter obtido ainda resposta.

A Direcção Nacional da PSP “recusou prestar declarações sobre a situação”, como refere a RR.

Não-renovação do contrato com a Galp

Entretanto, o Jornal de Notícias (JN) avança que o problema está na não-renovação do contrato de fornecimento de combustível com a Galp. O acordo não foi conseguido a tempo de entrar em vigor logo no início de 2022.

Questões burocráticas impediram a renovação do contrato no seu término, que foi o final do ano” de 2021, como explica uma fonte da Direcção Nacional da PSP ao JN.

Nesse sentido, os abastecimentos de combustível foram proibidos e os carros patrulha estão a circular com restrições, “sendo privilegiada a ida a ocorrências em curso, em detrimento do patrulhamento normal“, conforme destaca o JN.

“A situação deve estar resolvida” até esta terça-feira, de acordo com a mesma fonte ouvida pelo jornal. “Como as viaturas andam sempre com o depósito atestado, não deverá haver problemas”, refere a mesma fonte.

“Pôs-se em causa a segurança dos cidadãos”

Contudo, o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), Mário Andrade, lamenta, em declarações ao JN, que “com a imposição / proibição de abastecimento de viaturas, a segurança pública está em causa, e quem sofre as consequências é o cidadão que depois se revolta com os polícias pela demora nas chegadas às ocorrências”.

“Os polícias não devem nem podem selecionar as ocorrências consoante os gastos de combustível”, sublinha ainda Mário Andrade.

Também o presidente do SINAPOL nota na RR que “pôs-se em causa o patrulhamento da comunidade, a segurança dos cidadãos e a segurança pública”.

  ZAP //

2 Comments

  1. Se o governo Ps, o BE e a CDU continuarem a querer tirar força ás policias portuguesas, este pais vai virar uma anarquia.
    Não compreendo porque é o governo tira tanto dinheiro ás entidades públicas e depois está sempre a injectar dinheiro em novos bancos ou outras porcarias que não tem saida alguma, por mais dinheiro que se injecte nelas.

  2. Já há semanas que a polícia deixou de circular nas ruas, já não se vê viaturas da PSP há talvez 1 ou 2 meses por aqui. E não é que não existam, elas estão na esquadra.
    Provavelmente o passo seguinte será fechar a polícia e a GNR, só para poupar, claro.

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