PS e Esquerda “chumbam” responsabilização de Azeredo e Costa

Paulo Cunha / Lusa

José Azeredo Lopes com António Costa

As conclusões do relatório excluem qualquer responsabilização direta de Azeredo Lopes e de António Costa, apenas admitindo que “não ficou provado” que tenha havido interferência política na ação do Exército ou na atividade da Polícia Judiciária Militar.

Todas as propostas do CDS e do PSD para tentar responsabilizar o primeiro-ministro e ex-ministro da Defesa no caso do furto de Tancos, em 2017, foram chumbadas esta terça-feira pela esquerda na comissão parlamentar de inquérito.

Numa reunião, após o debate quinzenal com António Costa, na Assembleia da República, concluiu-se a votação das propostas de alteração ao relatório final apresentado pelo deputado socialista Ricardo Bexiga, ficando para quarta-feira a votação final do documento, que deverá ter aprovação garantida, com os votos do PS, e do PCP e BE.

As conclusões excluem qualquer responsabilização direta de Azeredo Lopes e de António Costa, apenas admitindo que “não ficou provado” que tenha havido interferência política na ação do Exército ou na atividade da Polícia Judiciária Militar.

O relator do PS fez uma alteração, para a versão final, em que admite que Azeredo Lopes “secundarizou” o conhecimento que teve de “alguns elementos” do memorando da Polícia Judiciária Militar sobre a recuperação do material furtado.

As propostas alternativas, na maioria do CDS, que apontavam, por exemplo, para o conhecimento, pelo antigo ministro da Defesa, do memorando feito por elementos da PJ Militar que apontava para uma encenação na recuperação do material, quatro meses após o furto, foram chumbadas com os votos do PS, PCP e BE. CDS e PSD votaram a favor, mas os votos foram insuficientes.

Com o “chumbo” das suas propostas, a bancada centrista vai votar contra o relatório final. O PSD não anunciou o seu sentido de voto, mas está excluído, segundo fontes sociais-democratas, votar favoravelmente, pelo que bastarão os votos da esquerda (PS, BE e PCP) para fazer aprovar o relatório.

O furto de material de guerra foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017. Quatro meses depois, a PJM revelou o aparecimento do material furtado, na região da Chamusca, a 20 quilómetros de Tancos, em colaboração com elementos do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições. O processo de recuperação do material militar levou a uma investigação judicial em que foram detidos vários responsáveis, entre eles o agora ex-diretor da PJM Luís Vieira.

ZAP // Lusa

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