Dirigentes do PS tentam anular expulsão de Maximino Serra (e até houve um SMS de Manuel Alegre)

Tiago Petinga / Lusa

Em maio, Maximino Serra foi expulso do PS por ter pertencido à lista eleitoral à Câmara de Alcobaça, pelo movimento Nós Cidadãos, nas autárquicas de 2021.

Tudo começou quando o então presidente da concelhia do PS de Alcobaça, Rui Alexandre, não foi escolhido para ser candidato, saiu do partido e candidatou-se pelos Nós Cidadãos. Maximino Serra, de 87 anos, seguiu-o.

“Apoiei-o por amizade e aceitei ser o último suplente da lista”, disse Maximino Serra, na altura, em declarações ao Público, realçando que o Nós Cidadãos “não é um partido, é uma plataforma”.

Agora, um grupo de cerca de duas dezenas de dirigentes socialistas entregaram um requerimento para anular a expulsão do histórico militante socialista. Em resposta, Carlos César comprometeu-se a pedir um parecer jurídico sobre a questão.

Segundo o Público, o requerimento foi elaborado e assinado pelos juristas Pedro Dias Pereira e João Pedro Pestana Pereira e tem como primeiro subscritor Daniel Adrião. Os restantes signatários são todos membros da comissão nacional e alguns integram também a comissão política.

Manuel Alegre, também ele um peso-pesado do Partido Socialista, já se tinha manifestado contra a expulsão de Maximino Serra. O próprio confessou ao matutino ter enviado “a quem de direito” um SMS com o seguinte conteúdo: “A expulsão de Maximino Serra é um absurdo burocrático que atenta contra a memória da resistência e do próprio PS. É preciso encontrar uma solução e essa solução só pode ser reverter a decisão”.

Os subscritores defendem que a decisão da comissão nacional de jurisdição “está ferida de nulidade” por não respeitar os estatutos do PS.

Maximino Serra considera que o que lhe fizeram “é uma traição”, pela forma como foi feito.

  ZAP //

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