Disponível “para abraçar a paz” com o Irão, Trump anuncia mais sanções

Jim Lo Scalzo / EPA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Washington ainda está a estudar retaliações pelo ataque iraniano desta madrugada contra instalações norte-americanas no Iraque, mas que quer a paz.

Donald Trump disse que ainda estão em aberto as opções de resposta ao Irão, mas que, para já, os Estados Unidos vão intensificar sanções económicas contra o Irão, como retaliação contra os ataques iranianos com mísseis que esta madrugada atingiram duas bases militares que albergam soldados norte-americanos no Iraque.

Durante uma comunicação ao país, ao lado de chefes militares e altos funcionários do seu Governo, Trump assegurou que os ataques iranianos desta madrugada não provocaram vítimas e fizeram “danos materiais mínimos” e considera que o Irão está a recuar no conflito. “Parecem estar a retirar. E isso é bom”, afirmou o Presidente, que iniciou a sua comunicação repetindo a ideia de que “o Irão nunca terá uma arma nuclear”.

Trump justificou o assassínio do general Qassem Soleimani, vítima de um ataque aéreo norte-americano na passada sexta-feira, dizendo que aquele alto comandante militar iraniano foi responsável por muitas atrocidades e mortes de norte-americanos.

Soleimani, reiterou o Presidente norte-americano, esteve por detrás de recentes ataques contra interesses dos Estados Unidos e que estava a preparar novas ações contra interesses norte-americanos, para justificar a decisão de o mandar matar.

“Devia ter sido parado há muito”, sublinhou Trump, criticando o regime iraniano por ter abusado da ajuda que os Estados Unidos, no passado, deram a este país do Médio Oriente, mas responsabilizando também o anterior Presidente, Barack Obama, por ter permitido a continuação desses abusos.

O Presidente recordou os 1,8 mil milhões de dólares (cerca de 1,5 mil milhões de euros) “de fundos da última administração” que os Estados Unidos forneceram ao Irão, que este país tem usado para promover movimentos terroristas e “criar um inferno” em diversos países da região. “Em vez de nos agradecerem, os iranianos vieram para as ruas com cânticos contra os Estados Unidos”, lamentou Donald Trump.

Para os líderes do Irão, o Presidente dos Estados Unidos deixou também uma mensagem, dizendo-lhes que quer que eles tenham “um futuro e um grande futuro”, reiterando a ideia de que o propósito dos EUA não é mudar o regime político iraniano, mas antes convencer o regime a mudar de atitude.

“Enorme poder militar dos EUA”

No final da comunicação, fez uma descrição exaustiva do “enorme poder militar” dos EUA, referindo o generoso reforço financeiro que tem recebido, mas disse que prefere que essa capacidade de ataque “não seja utilizada”.

“As nossas forças armadas são as melhores e as mais bem equipadas”, afirmou o Presidente, lembrando as inovações tecnológicas que têm sido introduzidas. “Temos todo esse equipamento. Mas não o queremos utilizar”, disse Trump, acrescentando que prefere olhar para o poder militar como força de persuasão.

“Os EUA estão disponíveis para abraçar a paz com quem a procurar”, concluiu.

O Presidente dos Estados Unidos disse ainda que vai pedir à NATO para se envolver mais nos processos do Médio Oriente e sugeriu aos países signatários do tratado nuclear com o Irão para procurarem um novo acordo.

Mais de uma dúzia de mísseis iranianos foram lançados na madrugada desta quart-feiea contra duas bases iraquianas com tropas norte-americanas, em Ain al-Assad (oeste) e Erbil (norte), em mais um episódio de aumento da tensão entre Washington e Teerão.

O ataque foi reivindicado pelos Guardas da Revolução iranianos como uma “operação de vingança”, em retaliação pela morte do general Qassem Soleimani, comandante da sua força Al-Quds, na sexta-feira, num ataque aéreo em Bagdad ordenado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

ZAP ZAP // Lusa

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