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Príncipe do Bahrein queria escalar o Evereste. Chegou ao Nepal com 2.000 doses de vacinas contra a covid-19

NIshant S. Gurung / AFP

Mohamed Hamad Mohamed Al Khalifa (5E) à chegada ao Aeroporto Internacional de Tribhuvan, em Kathmandu

Um príncipe do Bahrein voou esta semana para o Nepal para escalar o Monte Evereste, mas não foi de mãos a abanar. Levou cerca de 2.000 doses da vacina contra a covid-19.

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O presente para a aldeia remota nas montanhas depressa se tornou numa investigação. O Nepal proíbe a importação de medicamentos sem permissão, pelo que as autoridades de saúde do país, apanhadas de surpresa, estão a investigar a violação de protocolos e ainda não decidiram se as doses podem ser usadas.

“Enviamos uma equipa de inspetores para investigar como foram as vacinas trazidas para o país sem qualquer aprovação prévia”, esclareceu Bharat Bhattarai, diretor-geral do Departamento de Administração de Medicamentos do país, ao Kathmandu Post. “Não sabíamos que as vacinas estavam a ser importadas do Bahrein.”

De acordo com o The Washington Post, tanto o Governo do Bahrein, como a empresa nepalesa que lidera a expedição disseram que a permissão foi concedida pela embaixada do Nepal no Bahrein, que, aparentemente, não alertou as autoridades de saúde e reguladores de Katmandu.

Para complicar ainda mais a situação, o Kathmandu Post avançou, na quinta-feira, que as vacinas foram fabricadas pelo fabricante chinês Sinovac, cuja vacina contra o novo coronavírus não foi aprovada para uso de emergência no Nepal. A informação foi adiantada por fontes anónimas.

A embaixada do Nepal no Bahrein sublinhou, no entanto, que o príncipe doou doses da vacina da AstraZeneca, que já está a ser administrada no país. Questionado pelo The Washington Post, o ministério da saúde do Nepal não respondeu às perguntas enviadas.

O Nepal reabriu recentemente o Monte Evereste e Mohamed Hamad Mohamed Al Khalifa viajou para o país com uma equipa de mais de uma dúzia de montanhistas que esperam escalar até ao cume da montanha ainda este mês. A maioria são membros da guarda real do Bahrein, comandada pelo príncipe.

  Liliana Malainho, ZAP //

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