Primeiro-ministro do Peru elogia Hitler e Mussolini ao falar de infraestruturas

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Stringer / EPA

O Presidente da República do Peru, Pedro Castillo

Ao exemplificar a importância de obras infraestruturais, o primeiro-ministro do Peru referiu-se a Adolf Hitler e ao ditador italiano Benito Mussolini.

Aníbal Torres, primeiro-ministro do Peru, defendeu esta quinta-feira que o ditador nazi Adolf Hitler transformou a Alemanha “na primeira potência económica do mundo”, ao desenvolver as vias de comunicação e as infraestruturas do país.

Segundo a LUSA, o chefe do Governo peruano utilizou o exemplo de Hitler e Mussolini para mostrar a importância das obras infraestruturais, no início do IV Conselho de Ministros Descentralizado, que decorre esta sexta-feira em Huancayo.

“A Itália, a Alemanha, eram como nós, mas numa ocasião Adolf Hitler visitou o norte de Itália e Mussolini mostrou-lhe uma autoestrada construída de Milão a Brescia. Hitler viu aquilo, voltou para o seu país e encheu-o de autoestradas, de aeroportos, e transformou a Alemanha na primeira potência económica do mundo“, sublinhou.

Aníbal Torres já se tinha referido a Hitler a 18 de março, comparando-o com o ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000).

Esta referência foi feita após a decisão tomada pelo Tribunal Constitucional de repor o indulto concedido ao antigo chefe de Estado em 2017, uma medida suspensa por decisão do Tribunal Interamericano de Direitos Humanos.

“Há que reconhecer os seus feitos (de Fujimori), mas dou-vos como exemplo a Alemanha. Não foi Hitler quem transformou a Alemanha em potência mundial? Foi ele, mas foi condenado não apenas pelos alemães, depois, mas por todo o mundo, pelos grandes crimes que cometeu”, declarou Torres na altura.

O primeiro-ministro peruano acrescentou hoje que “sem infraestruturas, o país não pode desenvolver-se, as vias de comunicação são como as veias e as artérias no ser humano, para poder sobreviver, para poder avançar”.

Realçou às autoridades locais e aos membros do executivo que tinham de se esforçar e “fazer sacrifícios para melhorar” as vias de comunicação no seu país.

Aníbal Torres também apontou para a “educação de péssima qualidade e “saúde de péssima qualidade” do Peru, apesar de “o desenvolvimento individual, familiar, social, nacional, depender de uma boa qualidade da educação”.

“Todos os países que saíram do subdesenvolvimento para o desenvolvimento o fizeram através da educação, destinando o maior orçamento à educação”, sustentou.

Mas o Peru também “sofre pelo facto de não ter hospitais, não ter centros de saúde e não ter os profissionais de saúde suficientes para atender a população”, acrescentou ainda o chefe de Estado.

Torres participa num Conselho de Ministros em Huancayo, que conta igualmente com a presença do Presidente da República, Pedro Castillo.

Já na semana passada decorreram na cidade manifestações contra o Governo, que se transformaram em confrontos e pilhagens, causando numerosos feridos e afetando o comércio local.

A permanência do primeiro-ministro do cargo foi muito questionada nas últimas horas pela oposição política e pela imprensa local, depois de confirmada na quarta-feira a morte de uma pessoa nos protestos realizados na região meridional de Ica.

Apesar da crise social e política que o Peru enfrenta, que inclui reivindicações de demissão do Presidente Castillo, Torres assegurou na quarta-feira que o Governo está “muito sólido“.

O futuro próximo do Peru não será mais tranquilo. Horas depois de o Presidente ir ao Congresso a semana passada evitar, pela segunda vez, a saída antecipada, começou uma greve nos transportes de carga, por causa da subida do preço dos combustíveis.

O país sul-americano tem sido marcado por confrontos constantes entre o Executivo e o Legislativo, avisa o especialista Carlos Aquino, na BBC.

E, num país com problemas económicos e sociais como é o caso do Peru, e onde a covid-19 agravou a situação e matou mais de 200 mil pessoas, a perspetiva é de que a “instabilidade política continue“.

  ZAP //

4 Comments

  1. É……e trabalho escravo que ambos praticavam….trabalho sem condições para fabricar infraestruturas. Que vá esse presidente do Peru trabalhar para “infraestruturas”, sem condições algumas ou escravizado, a ver se ele gosta.
    Mais um tolinho que se esqueceu da história. Os professores de história andam a falhar na formação dos cerebros.

  2. Se não existe desenvolvimento no Perú a culpa também é dele! Ele que comece a construir ferrovia, como o Hitler fez para melhor transportar os judeus para os campos de concentração! É só começar por construir uns redutos para esconder o que resta das antigas civilizações que tanto deixaram a este e a outros países da América do sul! Como é que gente como esta é eleita com o voto popular?

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