Portuguesa perdeu o bebé no incêndio de Londres (65 pessoas continuam desaparecidas)

Facundo Arrizabalaga / EPA

A contagem das vítimas mortais do incêndio numa torre residencial, em Londres, continua a aumentar e sabe-se agora que uma portuguesa que vivia no prédio de 24 andares e que estava grávida de sete meses, perdeu o bebé.

A informação é avançada pela RTP que nota que esta portuguesa vivia no 14.º andar e que foi retirada do edifício, sendo levada para o hospital, onde permanece em estado grave. O feto de sete meses que esperava perdeu a vida no incêndio, segundo o canal público.

Os restantes nove portugueses envolvidos no incêndio encontram-se bem, incluindo as duas meninas de 10 e 12 anos que continuam no hospital, mas apenas por precaução.

Entretanto, a polícia de Londres actualizou para 30 o número de mortos do incêndio de quarta-feira no edifício Grenfell, na capital britânica. Uma das vítimas mortais faleceu no hospital e as autoridades esperam que o número continue a aumentar.

O anterior balanço de mortos no incêndio na torre com 24 andares, 120 apartamentos e entre 400 e 600 moradores, tinha sido de 17 vítimas.

A primeira vítima foi identificada como o refugiado sírio Mohmmed Alhajali, de 23 anos, que estudava engenharia civil e que estava no 14.º andar quando se declarou o incêndio. O jovem tinha fugido da guerra no seu país e vivia no Reino Unido desde 2014.

Vítimas poderão nunca ser identificadas

Segundo o jornal The Sun, há pelo menos 65 pessoas desaparecidas. A polícia britânica avisa, entretanto, que algumas das vítimas mortais do incêndio poderão nunca vir a ser identificadas.

“Tristemente, há um risco de que não possamos identificar todos“, disse o comandante da polícia Metropolitana de Londres (MET), Stuart Candy, acrescentando esperar que o número total de mortos não seja superior a três dígitos.

Pelo terceiro dia consecutivo, os bombeiros revistaram os andares do prédio, enquanto aumentam as críticas sobre a segurança em outros edifícios similares no Reino Unido.

As autoridades são criticadas pelo estado em que se encontrava o edifício depois de alguns residentes terem denunciado que os alarmes de incêndio não dispararam, e também pelo material usado no revestimento do imóvel, composto por polietileno, que explicaria a rapidez com que se propagaram as chamas.

Não está ainda esclarecida a origem do incêndio e a primeira-ministra britânica, Theresa May, já ordenou uma investigação oficial sobre a tragédia.

May é também criticada pelos media locais por não ter falado com os sobreviventes do incêndio quando visitou o bairro norte de Kensington, onde está o imóvel e onde falou com agentes da polícia e bombeiros que trabalharam para conter o fogo e resgatar os residentes.

Também o líder do principal partido da oposição, Jeremy Corbyn, visitou o local e disse que a verdade sobre o incêndio tem de ser conhecida.

ZAP // Lusa

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