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Portugal é o sexto país mais envelhecido do mundo

lordgordon / Flickr

A queda da natalidade e o aumento da longevidade estão a mudar o panorama populacional do País e a falta de jovens e crianças coloca Portugal na lista dos países com maior número de idosos.

Em 1960 a idade média da população portuguesa era de 28 anos. Em 2011, essa média passou para os 42 anos. Atualmente, o número de pessoas com menos de 15 anos é inferior àquelas com idade igual ou superior a 65 anos.

Caso Portugal dê sequência àquilo que tem sido a trajetória dos últimos anos, estima-se que, em 2050, quase metade da população tenha mais de 60 anos. Nos próximos 32 anos, a fatia da população portuguesa mais envelhecida representará cerca de 40% do total de habitantes.

Na previsão para o ano de 2050 da Bloomberg, Portugal entra no quinto lugar das economias mais envelhecidas. À frente de Portugal surge o Japão, Coreia, Grécia e Itália e a vizinha Espanha fecha o top 6.

A questão do envelhecimento populacional é um tema que coloca desafios ao nível da sustentabilidade dos sistemas de segurança social que regulam as pensões e o próprio sistema nacional de saúde.

Poderá ser um problema no sentido em que nos vai exigir uma resposta rápida, tendo em conta as transformações que estão previstas”, contou à TSF, Teresa Rodrigues, autora do livro “Envelhecimento e Políticas de Saúde” e professora no Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de Lisboa.

Em 2013, a investigadora do Instituto de Ciências Sociais e Políticas, Anália Torres revelava que Portugal tinha-se tornado o país europeu onde a natalidade mais desceu entre 1990 e 2011. “Era o país com a maior taxa de natalidade e agora tem a menor”, afirmava ao Público em 2013.

O número de idosos ultrapassou o número de jovens pela primeira vez em 2000 e, no ano de 2014, já existiam 141 idosos por cada 100 jovens.

“Nos últimos anos a tendência para olhar de uma forma economicista tende a transformar os idosos num problema, vistos como inativos e como pessoas que ,de alguma forma, criam pressões no setor contributivo, segurança social, regime de pensões, etc.”, contou Teresa Rodrigues.

A professora diz ser necessário uma cooperação mais estreita entre os responsáveis políticos e as entidades prestadoras de serviços para controlar fatores que geram uma procura excessiva de cuidados de saúde a preços demasiado elevados para a sustentabilidade do Estado.

“Não obstante, temos a vantagem de já ter diagnosticado aquilo que há para diagnosticar o que mitiga a questão do problema”, acrescentou.

  ZAP //

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