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PJ e polícia brasileira desmontam rede internacional que levou cocaína no jato onde seguia João Loureiro

Tiago Henrique Marques / Lusa

Foram emitidos três mandados de busca e detenção em Portugal e dois mandados de prisão preventiva no Porto e em Braga. A rede foi descoberta após serem encontrados 600 quilos de cocaína na fuselagem de um jato que fazia uma viagem de Salvador da Baía para o Algarve.

Naquela que foi intitulada “Operação Descobrimento”, a Polícia Judiciária e a Polícia Federal do Brasil juntaram esforços para desmantelarem a rede internacional de tráfico de cocaína responsável pelo transporte dos 600 quilos de droga que foram encontrados em Fevereiro do ano passado na fuselagem de um avião privado onde seguia o empresário João Loureiro, de Salvador da Baía para Portugal.

A operação realizou buscas no Brasil em Portugal, tendo já sido emitidos três mandados de busca e detenção e dois mandados de prisão preventiva no Porto e em Braga, segundo avança a RTP.

A investigação arrancou em Fevereiro de 2021, quando um jato pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo aterrou no aeroporto internacional de Salvador para se abastecer. Durante uma inspeção, foram encontrados 595 quilos de cocaína escondidos na fuselagem, que se dirigia ao aeródromo de Tires, em Cascais.

O empresário João Loureiro, que foi presidente do Boavista, seguia no avião. O Expresso contactou Loureiro que disse não ter “qualquer conhecimento” sobre as detenções.

A rede de tráfico internacional incluía mecânicos de aviação e auxiliares, transportadores e operadores de câmbio. Terão sido transportadas enormes quantidades de droga entre o Brasil e a Europa.

A Polícia brasileira avança que estão a ser cumpridos 43 mandatos de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva nos estados da Baía, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco.

A Justiça brasileira também decretou medidas de apreensão de património, sequestro de imóveis e bloqueios de valores em contas bancárias usadas pelos investigados.

  ZAP //

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