Petição contra museu de Salazar encerrada. Promotores esperam resposta de Costa

António Oliveira Salazar

Os 18 promotores da petição contra a criação de um Museu do Estado Novo, em Santa Comba Dão, querem que o primeiro-ministro se pronuncie sobre o projeto.

A petição – “MUSEU de SALAZAR, NÃO!” -, que tinha como objetivo recolher assinaturas contra a abertura de um museu do Estado Novo, no Vimieiro, foi encerrada depois de terem sido recolhidas 18 mil assinaturas, avança o Expresso.

A petição foi enviada a António Costa quando reuniu 15 mil assinaturas. No entanto, os promotores decidiram manter a recolha aberta.

Agora que alcançaram os 18 mil nomes, decidiram encerrá-la, por considerarem que tinha “cumprido o principal objetivo: fazer chegar ao Primeiro-Ministro o repúdio de cerca de 18 mil antifascistas, pela criação de um espaço/museu/memorial em Santa Comba Dão – na expectativa de que se pudesse travar o que, desde há meses, configurou um aberto ataque à Democracia”.

De acordo com o semanário, os promotores ainda não obtiveram “qualquer reação do Primeiro-Ministro, mas regozijamo-nos pelo eco que este abaixo-assinado teve na Comunicação Social e em muitos cidadãos de renome, que entenderam juntar a sua voz à voz destes muitos milhares de antifascistas, e em apoio dos 204 ex-presos políticos, dando-lhes assim maior visibilidade”.

O grupo dos 18 promotores da petição é formado por Albano Nunes, Alda de Sousa, António Avelãs Nunes, António Regala, António Taborda, Carvalho da Silva, Francisco Fanhais, Joana Lopes, José Barata Moura, José Sucena, Levy Baptista, Margarida Tengarrinha, Maria do Rosário Gama, Maria Teresa Horta, Miguel Cardina, Pedro Adão e Silva, Raimundo Narciso e Rui Namorado.

ZAP ZAP //

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5 COMENTÁRIOS

  1. Pois… e viva a liberdade… desde que seja a deles! Será que não há melhor maneira de se “promoverem” estes promotores?
    Não tinham acabado com a censura e tal e coiso? Que disparate.
    Eu sei que há vozes que continuam a insistir que o regime era terrível, mas nunca vi tanta desonestidade no estado quanto se vê agora… estamos realmente melhor?!?
    Será que não temos o direito de conhecer os vários lados da história? O Salazar não foi um “monstro”, como agora apregoam até nos livros das escolas onde desdenham do homem que salvou e elevou o nosso país. É fácil esquecer o estado em que estava a nossa nação quando ele chegou ao poder, ou como conseguiu evitar que participassemos na 2a guerra… é fácil falar da miséria do povo que nem dinheiro tinha para uma televisão… esquecem-se é que é necessário contextualizar os factos… Tínhamos fronteiras e proibições de comprar coisas “estrangeiras”, mas tínhamos uma economia saudável e exportávamos mais do que importávamos… e agora?!?
    Tínhamos uma PID… e então? As SS dos alemães faziam da nossa PID uma cambada de anjinhos… não esqueçam que se nós tínhamos o “mau e duro” Salazar, os espanhóis tinham o Franco, os italianos o Mussolini e os alemães o Hitler… preciso dizer mais?
    Esta cambada de hipócritas tem assim tanto medo do Salazar que quer travar um museu em sua homenagem?!? Não têm causas mais importantes onde se promover? Francamente…

    • Você nem sabe, sequer, como se chamava a polícia política do Estado Novo! Diz que o museu é em homenagem ao Salazar, quando nem os que o querem construir o dizem. Justifica o Salazar com outros ditadores da mesma família. Como pode ser levado a sério?

  2. Não defendo o fascismo, Salazar ou o Estado Novo, que merecem o meu vivo repudio em toda a linha porque vivi esses tempos e sei do que falo e não do disse-que-disse e do que “ouvi falar”. Desconheço com que intenção esse tal museu iria ser construído, mas se for para dar a conhecer integralmente e sem lavagens ou branqueamentos da História desses tempos, APROVO a sua construção para que as gerações vindouras saibam o que aconteceu nesses quase 50 anos de História em Portugal. Tentar esconder essa realidade, isso sim, é fascismo puro!

  3. O museu deve existir, enquanto há tempo, para se conhecer um passado que não deve ser ignorado, nem esquecido.
    Não pode ser um local de culto a Salazar, mas nem muito menos um local de uma visão distorcida imposta pela esquerda totalitarista que agora está na moda e que gosta de olhar para o passado descontextualizando os factos até ao enjoo.
    A história não pode ser só escrita por quem ganha as “batalhas”, ainda que simbólicas. Para isso já bastou mudar o nome às ruas, às pontes, às escolas.

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