Quanto mais pequena é a casa, mais ecológico é o estilo de vida da pessoa

O interesse em casas pequenas aumenta a cada dia que passa – habitações que normalmente medem menos de 37 metros quadrados. Esse interesse é impulsionado pelos meios de comunicação, que afirmam que morar em casas pequenas é benéfico para o planeta.

Pode parecer óbvio que viver numa casa mais pequena reduz o nosso impacto ambiental, mas a verdade é que ainda não foram realizados estudos suficiente para medir de que forma os comportamentos ambientais das pessoas mudam quando elas alteram drasticamente o tamanho do seu lar.

Maria Saxton, investigadora da Virginia Tech, nos Estados Unidos, procurou colmatar essa falha e decidiu desenvolver um estudo que pudesse fornecer evidências mensuráveis sobre de que forma passar a viver numa casa pequena (downsizing) influencia os impactos ambientais.

A investigadora analisou as pegadas ecológicas de 80 downsizers, pessoas que viveram durante um ano ou mais em casas pequenas, de forma a compará-las com as suas pegas ecológicas em casas anteriores.

As pegadas desses downsizers, todos norte-americanos, reduziram, em média, 45%. Surpreendentemente, esta prática pode ingluenciar o estilo de vida de uma pessoa e reduzir os impactos no meio ambiente de formas muito inesperadas, afirma a cientista ao The Conversation.

O conceito de vida minimalista existe há séculos, mas o movimento moderno de pequenas casas tornou-se uma tendência apenas no início dos anos 2000. As casas minúsculas são uma abordagem de habitação inovadora que pode reduzir o desperdício de material de construção e o consumo excessivo. Apesar de não haver uma descrição universal para este tipo de casas, são habitações que dão primazia à qualidade, em detrimento da quantidade.

As pessoas optam por viver em lares mais pequenos por vários motivos. Entre eles podem incluir-se o estilo de vida mais ecológico e a liberdade financeira.

Neste estudo, Maria Saxton examinou os impactos ambientais destes pequenos lares medindo as suas pegadas ecológicas individuais. A investigadora calculou as pegadas em termos de hectares globais, considerando a habitação, o transporte, alimentação, bens e serviços. Um hectare global equivale a cerca de 2,5 acres ou, aproximadamente, o tamanho de um campo de futebol.

Entre os 80 downsizers, a pegada ecológica média é de 3,87 hectares globais, cerca de 9,5 acres. Isto significa que seriam necessários 9,5 acres para sustentar o estilo de vida dessa pessoa durante um ano. Por comparação, antes de se mudarem para estas casas minúsculas, a pegada média dos participantes era de 7,01 hectares globais (17,3 acres).

No entanto, o que surpreendeu Saxton foi descobrir que a casa não foi o único componente das pegadas ecológicas que se alterou – todos os outros componentes do estilo de vida dos downsizers (alimentação, consumo, transportes, bens e serviços) foram positivamente influenciados.

Depois de se mudarem para estas casas, os downsizers passaram a ser mais propensos a ingerir alimentos menos intensivos em termos de energia, e a adotar hábitos alimentares ambientalmente mais conscientes – como cultivar mais alimentos, por exemplo. Além disso, a cientista verificou que os participantes viajavam menos de carro, autocarro, comboio ou avião, e conduziam mais carros com consumo eficiente de combustível.

Em jeito de conclusão, Maria Saxton identificou mais de 100 componentes que alteraram após o downsizing, e aproximadamente 86% tiveram um impacto positivo.

ZAP //

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