/

Pela primeira vez, Censos vão poder ser feitos por telefone

Poetprince / Flickr

Pela primeira vez, o Instituto Nacional de Estatística (INE) criou uma linha telefónica específica para preencher os Censos. O objetivo é chegar às pessoas que não têm acesso à Internet e que não podem dirigir-se aos balcões das juntas de freguesia.

A informação foi avançada esta segunda-feira numa entrevista de Francisco Lima, presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), ao Jornal de Negócios.

Questionado sobre o porquê de não se adiarem os Censos, o presidente do INE respondeu que os “regulamentos nacionais e europeus (…) impõem o ano censitário como 2021”. Para Francisco Lima, o que é “preponderante” é “saber se conseguimos criar condições para ter uns Censos de qualidade ou não”.

O responsável do INE explicou que os Censos “já eram, em grande parte, online” e que “vai ser reforçada a importância da resposta online”. Além da Internet, também será possível responder em papel, mas o INE espera que “seja residual”.

Por outro lado, Francisco Lima anunciou a introdução de um “novo modo de resposta que não estava previsto”: o telefone. Este método dirige-se a pessoas sem acesso à Internet e que podem não ter quem os ajude a responder pela Internet e sem possibilidade de se dirigir aos e-balcões das juntas de freguesia.

“O que se montou agora não foi só uma linha de apoio, mas também uma linha que permita à pessoa responder por telefone e a linha está dimensionada no mínimo para várias centenas de milhares de respostas por telefone”, explicou.

O teste-piloto da nova linha telefónica arrancou em novembro. Segundo Francisco Lima, sete freguesias testaram o sistema e houve uma boa aceitação por parte da população. “Foi um teste muito útil, porque aconteceu de tudo em termos de pandemia, desde freguesias quase confinadas devido à incidência da pandemia, seja lares que estavam com surtos, recenseadores que de repente ficam em confinamento ou infetados”, disse.

Os censos têm um orçamento de 39 milhões de euros, sendo que a criação de uma linha para respostas telefónicas e a compra de material de proteção representaram um custo adicional de 1,5 milhões de euros.

  Maria Campos, ZAP //

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE