Restaurantes, hotéis ou shoppings. “Passe verde“ vai permitir que vacinados retomem vida em Israel

O país que lidera a vacinação à covid-19 prepara o terceiro desconfinamento, e já decidiu que só os que tiverem um “passe verde” a comprovar que foram vacinados, podem ter acesso às atividades económicas e de lazer que vão reabrir.

Quase 50% da população que escolheu ser vacinada contra a covid-19 irá receber um “passe verde” uma semana após a segunda dose, assim como todos aqueles com imunidade presumida após contrair a doença.

A partir de domingo, dia 21 de fevereiro, o passe dará acesso a ginásios, hotéis, piscinas, espetáculos, shoppings e locais de culto. Os restaurantes e bares só estarão incluídos a partir do início de março, avança o The Guardian.



Para a restante população as atividades irão permanecer fora do seu alcance, embora alguns locais se encontrem disponíveis para fornecer a realização de testes ao coronavírus.

“É assim que será o primeiro momento de retorno às vidas quase normais”, disse o ministro da Saúde, Yuli Edelstein. O passe está a ser lançado através de uma aplicação móvel.

Por outro lado, o Ministério da Saúde também está preocupado com o facto da documentação da vacinação poder ser falsificada e alertou que qualquer pessoa que seja apanhada nestas circunstâncias poderá ser multada.

Enquanto isso, com informações limitadas sobre de que forma as pessoas vacinadas ainda podem transmitir a doença, permanece a preocupação sobre se a mudança pode levar a um aumento do contágio.

Embora o “passe verde“ seja um método provisório para reabrir a economia, serve como forma de tentar persuadir as pessoas que resistiram até agora a receber a vacina a tomá-la, numa altura em que as taxas de vacinação diárias estão cada vez mais baixas.

“Ser vacinado é um dever moral, é parte da nossa responsabilidade mútua ”, tem frisado Yuli Edelstein. Face à reabertura de atividades que se prepara no país e à resistência que se têm verificado junto dos cidadãos, o ministro tem repetido várias vezes o aviso: “Quem não for vacinado, vai ficar para trás”.

Um outro objetivo da nova política é permitir que as pessoas vacinadas possam ir de férias sem terem de se isolar. Neste sentido, o país já assinou acordos com a Grécia e o Chipre, mas ainda está a analisar de que forma vão funcionar.

A iniciativa de Israel de separar os cidadãos no acesso a atividades públicas em tempos de pandemia, bloqueando o acesso aos que não querem ser vacinados (decisão que é voluntária) levanta uma série de questões legais e éticas, envolvendo temas delicados como segurança pública, discriminação, livre escolha e privacidade, conforme lembra o jornal The New York Times.

Ana Isabel Moura, ZAP //

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