Depois de 17 anos no corredor da morte, paquistanês acusado de blasfémia é absolvido por falta de provas

Dan Buczynski / Flickr

Depois de 17 anos no corredor da morte, um paquistanês acusado de blasfémia foi absolvido pela Suprema Corte do país por falta de provas.

Segundo escreve esta semana o jornal local Dawn News, Wajih-ul-Hassan foi condenado a pena de morte por alegadamente ter escrito cartas blasfemas em 1999.

Dois anos depois, a acusação ganhou força quando um especialista em caligrafia determinou que as cartas em causa coincidiam com a letra do acusado. Este testemunho tornou-se na prova mais forte do caso.

Quase vinte anos depois, o Supremo do Paquistão decidiu absolver o homem por não existirem testemunhas do crime e por considerar que a análise da carta não era uma evidência suficientemente forte para ditar a detença.

Em declarações à AFP, o advogado de Wajih-ul-Hassan, Nadeem Anthony disse que a luta pela liberdade do seu cliente foi “um longo caminho”. Após a decisão de absolvição, dosse, “todos choraram de felicidade”.

De acordo com o jurista, Wajih-ul-Hassan deverá ser libertado nos próximos dias.

Recorda a Russia Today, citando dados oficiais do Paquistão, que entre 1987 e 2016 registaram-se neste país quase 1500 denúncias por blasfémia.

Esta quarta-feira, a Amnistia Internacional exigiu, através de um comunicado, que as autoridades paquistanesas libertassem imediatamente um outro acusado de blasfémia, o professor Junaid Hafeez, que se encontra em isolamento solitário há 5 anos.

“As leis de blasfêmia paquistanesas são muito ambíguas, vagas e coercitivas. [Estas leis] foram utilizadas para atacar minorias religiosas, realizar ‘vendettas’ pessoais e impor violência de vigilante”, sustenta a organização.

ZAP //

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