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Num futuro sem Orbán, a oposição escolhe entre um novo conservador ou uma liberal divisiva

Attila Kisbenedek / AFP

A candidata a primeira-ministra da Hungria, Klára Dobrev.

Klára Dobrev

Os opositores de Viktor Orbán estão na dúvida quanto ao candidato para enfrentar o atual primeiro-ministro nas próxima eleições. Esta indecisão pode custar-lhes o assalto ao cargo.

Viktor Orbán é um nome recorrente na política húngara. Está pela segunda vez no cargo de primeiro-ministro desde 2010, depois de ter ocupado esse mesmo cargo entre 1998 e 2002. Numa Hungria maioritariamente conservadora, a direita política tem sido a força maior.

No entanto, Orbán tem ganho uma fação cada vez mais acentuada de opositores. Esta falange não encontra, contudo, um candidato consensual. Os críticos de Orbán dividem-se entre Péter Márki-Zay, também ele conservador e religioso, e Klára Dobrev, uma liberal carismática e divisiva.

Embora seja catalogado como conservador, Márki-Zay tem conquistado votos à esquerda ao dar garantias sobre os direitos LGBTQ+.

“Tenho a maior probabilidade de derrotar Orbán”, disse Márki-Zay em declarações ao POLITICO. Confiança não falta, mas nem todos os opositores estão de acordo consigo.

A eurodeputada húngara Klára Dobrev insiste que Márki-Zay não tem as habilidades e a experiência para liderar o país — reunindo o apoio de políticos liberais e socialistas locais.

Os opositores de Orbán estão indecisos à medida que uma segunda volta das primárias se aproxima esta semana para escolher o seu candidato a primeiro-ministro.

Em dezembro do ano passado, seis partidos de oposição juntaram-se para escolher o melhor candidato para derrotar Viktor Orbán. Esta indecisão pode agora atrapalhar os seus esforços para derrubar o chefe do Governo húngaro. Há o risco de aliança ruir ainda antes das eleições.

As sondagens dão uma corrida apertada entre o Fidesz, o partido no poder, e a aliança de oposição.

As próximas eleições podem resumir-se a como os húngaros indecisos optam por votar — e quem os eleitores da oposição húngara escolhem como o seu candidato principal, escreve o POLITICO.

Dobrev ficou à frente na primeira ronda. Seguia-se Gergely Karácsony, que desistiu e manifestou o seu apoio a Márki-Zay — que foi terceiro nas primárias. Agora, os eleitores têm até 16 de outubro para votar na segunda ronda.

  Daniel Costa, ZAP //

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